quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CHEGA DE "EU NÃO SABIA DE NADA"!

Aconteceu de novo: - mais um grande escândalo de corrupção na Prefeitura de São Paulo - técnicamente, a região mais culta, mais rica e com maior acesso à tecnologia no Brasil. 
Pois nessa região de tão alto índice de desenvolvimento, domicílio de alguns dos mais privilegiados economistas e técnicos em finanças do País, os fiscais da Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo cobraram propina para liberar Empreendimentos imobiliários na cidade. 
O rombo pode chegar a 500 milhões de reais e aconteceu na gestão do ex-Prefeito Gilberto Kassab, entre os anos de 2007 e 2012.  Consta que há pelo menos 4 pessoas responsabilizadas oficialmente, embora a extensão do prejuízo ainda não seja totalmente conhecida dos Auditores. 
Neste caso, há dois aspectos muito importantes para refletir, tendo vista as eleições do próximo ano.
Em primeiro lugar, por quê os Auditores e Contabilistas do Tribunal de Contas não conseguem fazer esse tipo de investigação num tempo mais próximo ao evento? Via de regra, as denuncias são feitas muitos anos depois do fato acontecido. Em geral, grande parte do dinheiro desviado já foi gasto, pulverizado, escondido, de forma a não deixar pistas e dificultar a recuperação. 
Será o caso de haver pouca mão de obra "qualificada" nos Tribunais de Contas, ou quem trabalha lá não cumpre as 40 horas semanais, como fazem todos os trabalhadores comuns?
Pelo que se sabe, esses profissionais têm à sua disposição os melhores recursos e informações para detectar irregularidades fiscais - esse é o trabalho deles.  
Também pode ser o caso de haver grande pressão para ocultar esse tipo de relatório: - assim que sentem o cheiro da denúncia, os corruptos entram em campo com ameaças, chantagens e outras ações semelhantes. Sabe-se que ser Auditor honesto não é tarefa isenta de riscos... 
Além disso, que história é essa do Kassab (Prefeito à época), dizer que não sabia de nada? 
Ele foi muito bem pago para "saber", isto é, ter conhecimento de todas as ocorrências na Prefeitura que estava sob sua responsabilidade. Naquela eleição que o elegeu, ninguém votou em Secretários, assessores, "asponis", etc. Ele recebeu os votos da maioria dos eleitores - tinha que fazer jus à confiança nele depositada.  Em sua tentativa de justificar-se, ele alega que os acusados eram funcionários de carreira, e que concedeu a cada Secretário a liberdade de escolher sua equipe de trabalho, sem interferências.  
Essa conversa é mais uma demonstração de irresponsabilidade e falta de decência, moral e ética. Nenhum administrador público tem o direito de fechar os olhos aos atos de seus subordinados, em nenhum País do mundo. É preciso desconfiar, vigiar e conferir. 
Como é possível um político chegar à Prefeitura da maior cidade da América do Sul, e não saber que a corrupção é prática comum no serviço público?  Se ele, como seu professor Lula, não "sabiam de nada" do que acontecia em sua administração, é exatamente porque ambos não tinham competência para exercer um cargo público de tanta relevância. 
Os dois foram alçados a um cargo de grande prestígio, com equivalente grau de responsabilidade e provaram não estar à altura da função. Se o fato tivesse ocorrido numa Empresa Privada, tendo a função maior no Executivo, ambos teriam sido responsabilizados criminalmente, e condenados a ressarcir o valor desviado. 
Lamentavelmente para os cidadãos de São Paulo, agora que o dinheiro já foi roubado, mesmo que as ações penais sejam duras, o prejuízo nunca será totalmente recuperado. Tantas são as demandas e necessidades da população, que qualquer desvio, seja qual for o montante, pode significar perdas irreparáveis: - investimentos que não foram feitos, obras necessárias para as quais "não havia verba"... 
Os acordos e conchavos para as próximas eleições já estão fechados - nos mais altos níveis - e a troca das cadeiras vai começar. O Brasil é uma terra de grande potencial - mas de muitas desigualdades sociais. Por isto, não só a Prefeitura de São Paulo, como todas as cidades pequenas e médias do País precisam de administradores competentes para gerir, com eficiência, os interesses de todos os cidadãos; e que se responsabilizem por "todos" os atos de sua Administração.
A meu ver, não dá para reeleger ninguém - precisamos de "vassouras novas". 
Mas os eleitos devem ter comprovada capacitação técnica para administrar o patrimônio do povo, sejam políticos profissionais ou não.
E, definitivamente, ninguém aguenta mais essa conversa de que "eu não sabia de nada", não é?

sábado, 26 de outubro de 2013

TÁ ERRADO!!!

Nosso Deputados Federais sempre dizem que falta tempo para examinar e votar os muitos Projetos de Lei que estão na fila de votação. Eles dizem que há Projetos demais, assuntos difíceis e muitos interesses escusos. Alguns poucos Deputados, com bons cérebros e boas intenções, apresentam propostas para diminuir a burocracia, eliminar os desvios da Lei, diminuir o espaço dos corruptos, etc. Mas, em geral, esses Projetos enfrentam oposição, e vão para a fila de espera. 
Outras Propostas, menos dignas e democráticas, também são colocadas na Pauta de Votação: - são aquelas que visam beneficiar Grupo de Pessoas e interesses privados, que nada têm a ver com o povo em geral. Nossos gentís Deputados, preferem criar Leis para "homenagear brasileiros importantes" , monumentos e feriados: - essas dão pouco trabalho e não tem opositores...
Por esses dias, essa "distração" está acontecendo de novo: - a Câmara Federal está examinando uma Proposta de Lei que deverá permitir (ou não) a publicação de biografias não autorizadas. 
O que motivou esse "desvio de função" de nossos Legisladores eleitos, foi a publicação de uma biografia não autorizada do cantor Roberto Carlos. Não se sabe se ele não gostou da idéia de ter sua vida ainda mais exposta à curiosidade de seu público, ou se teria preferido receber a sua parte na venda dos livros. Acho que ele não acha ruim ser famoso...
Outros famosos se aliaram ao cantor e conseguiram levar para a Câmara Federal, esse assunto menor e particular, que não traz nenhum benefício ao povo brasileiro.
Se, como dizem os especialistas, a Lista de Projetos de Lei, para estudo e voto, é mesmo muito extensa (dizem que faltam armários e gavetas para armazenar tantas pastas, por tantos anos), como é que os Deputados Federais, sustentados pelo povo brasileiro, a um custo tão elevado, acham tempo para tratar de um assunto tão "pequeno" e restrito como este?
Trata-se de uma questão que envolve pouca gente e pode muito bem ser resolvida em qualquer Corte de Justiça.  Afinal, as poucas pessoas envolvidas, têm muito dinheiro no bolso e tempo de sobra. O número de biógrafos não é grande.  Quanto aos poucos leitores que vão se interessar, são pessoas com tempo e dinheiro sobrando, e muito interesse pela bisbilhotice; convenhamos que conhecer detalhes da vida pessoal de alguém famoso, só porque aparece na telinha, parece ser puro desperdício de tempo e de dinheiro. No caso da personalidade-objeto da biografia, pode interessar (ou não), dependendo do lucro que venha a obter.
De todo modo, não é uma questão de interesse público. 
Os eleitores brasileiros, esperam um desempenho bem diferente dos Deputados que elegeram: - querem que trabalhem no aprimoramento do texto Constitucional; que estudem, proponham e votem Leis modernas e eficientes para melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos. 
Os Códigos Civil e Penal estão cheios de furos: - brechas que favorecem a ação dos criminosos, que se multiplicam como ratos, e trazem medo e intranquilidade aos cidadãos comuns. 
O Modelo Educacional está destruído pela ação dos vândalos que assaltaram o Ministério da Educação: - pessoas sem respeito aos valores da família, sem noções de ética e dos fundamentos que constroem um Pais; apesar de tratarem da "educação para o Brasil", a maioria dos funcionários do MEC é contratada por pertencer a algum Partido Político que apoie o Governo, e por isso não é, necessariamente, qualificada. Se fizessem a prova do Enem, poucos seriam aprovados. 
O Sistema de Saúde foi "vendido" aos interesses de quem têm mais dinheiro: - para o atendimento ao povão, falta a mínima estrutura necessária e indispensável: - desde simples ataduras e macas, até aparelhos para medir a pressão nos ambulatórios e Postos de Saúde.
Se nosso honrados Deputados não encontram tempo para tratar desses e outros temas tão fundamentais para a vida dos brasileiros, mas acham espaço para tratar de assuntos tão banais, 
é porque não estão fazendo a tarefa para a qual foram eleitos: - fazer e votar boas Leis.
Eles são incompetentes e não podem ser reeleitos.  Vamos votar em cidadãos que firmem compromisso com os assuntos relevantes para o a "maioria" dos brasileiros.  
No regime democrático, nenhum cidadão é mais importante por ser famoso ou ter dinheiro. 
Os Deputados foram eleitos pelo povo: - ao povo precisam prestar serviço, e a ninguém mais. 
Essa história de leis "particulares" não é democrática e precisa acabar - tá errada!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

QUANDO OS POBRES INCOMODAM...


As pessoas com alguma sensibilidade, no mundo todo, assistem com pesar as cenas dos naufrágios de embarcações vindas da África,  na costa da Itália. 
As vítimas são fugitivos de seus Países na África Ocidental, em busca de refúgio no 1º Mundo.
Os Lideres da Comunidade Européia, estão desconfortáveis com os naufrágios, mas também com a grande quantidade de pessoas pobres, que estão invadindo seu território.
Daqui de longe, sabemos que a maioria das Nações Africanas, vive em estado de guerra civil há muitos anos. A população tornou-se refém dos Grupos que disputam o controle de cada região.
Os noticiários dizem que se trata de guerra religiosa, mas Deus não tem nada a ver com o que acontecendo por lá; na verdade, o que cada facção defende é o Poder para dominar, determinar condutas e o modo de vida de todos os cidadãos.
Para isso, pegam em armas, destroem, exterminam aldeias inteiras, espalham o terror.
A grave crise humanitária atinge toda a população e viola direitos humanos fundamentais. São inúmeros assassinatos de civis, estupros de mulheres e crianças; são destruídos hospitais, escolas, igrejas cristãs - vilas inteiras.
Aos que conseguem sobreviver, resta apenas fugir. São seres humanos comuns, que sonham com a Liberdade, e não hesitam em arriscar suas vidas numa jornada perigosa. 
A ilha italiana de Lampedusa não é distante; mas o mar é revolto, as embarcações são inadequadas e as mortes acabam por acontecer.
Os naufrágios estão mais para certeza, do que para uma eventualidade.
Ainda assim, como fugir é a única opção de vida, todos os que podem se lançam ao mar. 
Uma autoridade da ilha de Malta, disse que aqueles mares se tornaram um cemitério de horrores.
Apelou à ONU, dizendo que "alguém" precisava fazer mais do que "discursar"...
O  secretário Geral, lamentou a última tragédia, dizendo que estava "muito triste"...
Os Países desenvolvidos, os mais importantes do 1º Mundo, exploraram o Continente Africano por séculos, e agora já não têm grandes interesses por lá: - abandonaram aquelas pessoas à própria sorte. A maior parte da população, apenas sobrevive e não tem as vantagens da educação e da cultura do Mundo "civilizado": - são "pobres" de tudo.
Segundo Consultores da ONU, os Governantes constituídos são incapazes de lidar com os rebeldes e com as tensões religiosas. Assim, não se sustentam por muito tempo; os Golpes de Estado são comuns e outros Governantes se estabelecem, perpetuando um círculo vicioso e cruel..
Como justificar essa disputa pelo controle do território africano, se a terra está arrasada?
Que tesouros ainda restam por lá, para causar tantas mortes? Quem fornece as armas?
Ouvimos belos discursos, vemos tocantes homenagens aos náufragos que morreram, e sabemos de reuniões entre as "autoridades" preocupadas com a situação que se criou.
Mas ninguém se apresenta para devolver à Africa,  a dignidade que lhe foi roubada.
Não importa a religião: - sejam cristãos ou muçulmanos, nenhuma Nação ou Liga de Nações, está disposta a pagar o preço para que os povos africanos possam viver em seu próprio Continente, à custa de seu esforço e trabalho.
Mas não dá para perder a esperança: - muitos como eu, esperam que a União Européia, os demais Países Desenvolvidos e as Nações de orientação muçulmana, possam trabalhar juntos para estabelecer um Programa de ajuda financeira e técnica, a fim de que o Continente Africano se desenvolva e ande com suas próprias pernas, sem que precise se "formatar" ao modelo europeu.
E que cessem o fornecimento de armas.
Caso todos não consigam perceber as vantagens de uma ação nesse sentido, os pobres da África continuarão sua viagem em busca da liberdade.
Quem sobreviver aos naufrágios, certamente causará interferência na geografia, na cultura e no modo de vida dos ricos do 1º Mundo - e isso geralmente incomoda...



domingo, 13 de outubro de 2013

SER CRIANÇA

Nestes dias de homenagens às crianças, excluídos os presentes recebidos, parece que muitas delas não têm muito a comemorar. O que se constata, é que as crianças já não têm muito espaço para exercer seu principal direito: - fazer bobagens, se sujar, brincar com brincadeiras não muito saudáveis, enfim, cometer erros.
Os especialistas em crianças analisam tudo, recomendam tudo, têm receita para tudo. Ao primeiro sinal de um comportamento fora dos padrões, já se deve "procurar ajuda": - pode ser no desempenho escolar, na disciplina (ou falta dela), no relacionamento com os familiares e amiguinhos. 
Seria muito bom se todos pudessem considerar que as crianças não são adultos em miniatura.
Além de seu corpo, que passa por transformações constantes, sua personalidade, seus gostos pessoais, seus hábitos também estão em desenvolvimento: - ainda não amadureceram. 
Por isso mesmo, elas cometem erros, exageram, se machucam, desobedecem, desafiam os conceitos e a disciplina.
Uma criança normal nunca poderá preencher todos os pré-requisitos de seus pais e familiares (principalmente dos avós). Afinal, ela é uma pessoa em desenvolvimento: - está em formação. 
Em geral, os responsáveis garantem a melhor alimentação e os melhores cuidados médicos. Também investem na Educação formal, para garantir à criança um bom futuro profissional. 
Mas quanto a cuidar dos sentimentos, ensinar valores e o jeito bom de "ser gente", parece que esse aspecto não merece muita atenção. A maioria das crianças não recebe orientação, educação, limites, conceitos de responsabilidade por seus atos, porque está sempre aos cuidados de escolas e babás (até babás eletrônicas!).
É que a vida moderna impõe aos pais muitas atividades - parece que o dia tem poucas horas.
Há sempre alguma urgência, algum amigo que precisa de ajuda - são muitos os motivos para afastar pais e filhos. Os pais são empurrados nesta correria e quase sempre agem por impulso.
Mas em geral, os smartphones e os tablets estão mais perto dos pais, do que suas crianças. Parece que terceirizar o cuidado das crianças é uma realidade inevitável, ainda que traga a sensação de culpa. Não se trata apenas de precisar trabalhar o dia todo; é que cuidar de uma criança moderna, em tempo integral, cansa mesmo.
As crianças, expostas precocemente à toda espécie de aparelhinho eletrônicos, parecem mais irrequietas, mais elétricas, menos dóceis - por isso exigem muito mais do cuidador. 
Mas não tem saída: - se você tem uma criança, é responsável pela sua formação.
Precisa aprender a tratá-la como criança?  O tempo é agora!
Precisa aceitá-la como um ser humano em formação e desenvolvimento? Faça isso!
Precisa passar mais tempo com ela, enquanto é tão carente de cuidados e atenção?
Reavalie seus compromissos "inadiáveis" e vá brincar com ela - vai ser divertido (e cansativo...), mas vai valer a pena!
Ah! Quase ia esquecendo: - cuidado com o excesso de atividades (aulas de mandarin, inglês, lutas marciais, balé - tudo junto! ) - elas podem estar roubando o tempo de "ser criança"!
Afinal, o tempo de ser criança é tão curto, passa tão depressa...

sábado, 12 de outubro de 2013

GREVE DOS BANQUEIROS

É isso mesmo - estou me referindo à greve "dos Bancos" - exatamente aquela organização que acumula lucros escandalosos, publicados nos Jornais, ocasionalmente. Os números falam de bilhões de dólares - e são maiores a cada balanço. Quem conhece o setor bancário, sabe que este cenário nunca foi diferente: - os banqueiros exigem produção à custa da dedicação exclusiva de seus "empregados", com metas crescentes, nunca suficientes para dominar o mercado. 
Nos últimos anos, a remuneração dos bancários, em geral, não corresponde ao esforço que eles precisam fazer para atender seus patrões. A grande maioria trabalha sob extrema pressão para cumprir as metas, e a carga horária é extenuante, porque o número de empregados está sempre diminuindo: - os donos do Bancos nunca contratam mão de obra em número suficiente. Para eles, apenas os clientes com grana merecem atendimento personalizado;  aos clientes pobres, bastam os caixas automáticos, as casas lotéricas e a internet.
Ou você nunca sofreu com a pequena quantidade de caixas para atender?
Não faz muito tempo, "criaram" a figura do "Gerente de Contas", alegando que o relacionamento pessoal com o cliente que tem grana, garante a sua fidelização.
Na prática, esse Gerente é um simples "faz-tudo", que para atender cada cliente em todas as suas necessidades, precisa de muito tempo; e a fila só cresce. 
Essa greve que está deixando a população brasileira de cabeça quente, e que está no fim, "é apenas mais uma": - pode até ser uma ação política dos sindicatos, mas a verdade é que os banqueiros gostam dela. 
O lucro do "negócio" não parou, pois os clientes, em todo esse período, continuaram a depositar, pagar, quitar seus compromissos. E os gastos são mínimos, em todos os sentidos:- a partir das despesas básicas com energia elétrica, material de uso diário, etc.
Por isso, eles não têm pressa nem motivo para conceder melhores condições de trabalho aos seus empregados. Está bom assim - não se mexe em time que está ganhando...
Também não há nenhuma denúncia contra os donos dos Bancos - a mídia está calada. 
A população, desinformada, coloca-se positivamente contra os bancários: - eles são os "vilões", 
pois "se negam a atender" minimamente a clientela. Afinal, ninguém vê os banqueiros, não é?
Mas o que os bancários estão reivindicando parece bem razoável: - reposição salarial (acima da inflação oficial ), mínima participação nos lucros e contratação de mais empregados.
Os banqueiros acham que é pedir demais...
Para atender a esses 3 pedidos, eles iriam precisar do Gênio da Lâmpada - alguém que fizesse tudo isso, sem gastar uma só moedinha... Como eles poderiam conviver com a diminuição de seu lucro? Afinal precisam de excelentes resultados para satisfazer os principais acionistas.
E também precisam de muitos dólares para manter seu estilo de vida, e acumular fortunas nos Paraísos Fiscais. E se justificam, dizendo que, trabalhar sob pressão, aumenta a competitividade e melhora o desempenho de seus empregados...
Se nosso Governo estivesse preocupado com o Povo, não teria deixado que a situação chegasse a esse ponto: - já teria feito uma intervenção para  obrigar os Bancos a abrir os cofres e tornar o "negócio" mais justo e equânime.
Mas os banqueiros dominam até mesmo as ações do Governo. Se for preciso, sempre podem apelar para a chantagem da quebradeira e da falência: - é infalível! Os argumentos "falsos", divulgados pela imprensa, sempre convencem os tolos: - se o Banco quebrar, a economia pode entrar em colapso, pode causar crise nas Empresas, pode gerar muito desemprego, a população vai perder,etc.etc. Balela!
Daqui para a frente, quando sofrer com a greve, é bom lembrar quem são os responsáveis.
E, se puder, seja gentil com os bancários - são simples trabalhadores.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

APRENDENDO COM PORTUGAL

O Governo de Portugal, comandado pelos "donos do dinheiro" na Europa quase falida, determinou que os Bancos que financiam a casa própria, façam uma revisão (para baixo) do valor dos imóveis que eles haviam financiado e que foram retomados, porque os compradores ficaram inadimplentes. Ocorre que os imóveis retomados, agora colocados à venda pelos bancos "proprietários", estão cotados a preços irreais, que ninguém pode pagar. É que os Bancos fizeram uma supervalorização desses imóveis, a fim de recuperar o capital e o lucro.
Como se sabe, a vida por lá está difícil, há muito desemprego e mesmo quem tem emprego, recebe salários muito baixos. Ninguém tem condições de adquirir a casa própria e os imóveis dos Bancos estão encalhados. Resultou que os Bancos têm uma fortuna de bilhões de euros em seu balanço, mas tudo não passa de números, um castelo de cartas. Os especialistas revelam que o percentual dessa supervalorização pode chegar a 60% do valor desses imóveis, e que precisa ser corrigido.
O Governo Português, não pode permitir que os Bancos fiquem insolventes, pois a Economia Portuguesa escorregaria novamente para o fundo do poço. 
Apesar dessa lição de economia que acontece diante dos olhos de todos, nossos Governantes aqui no Brasil estão repetindo os mesmos erros que os portugueses cometeram por muitos anos:
- há poucas semanas, o Governo Federal elevou o teto para financiamento de imóveis com a utilização de recursos do FGTS em alguns Estados ricos da Federação: - passou de 500 mil para 750 mil reais. Justificam dizendo que o valor dos imóveis em São Paulo, Rio e outros dois Estados "subiu" muito, e a classe média já não podia comprar a sua casa própria.
No Brasil, como em Portugal, o senso comum revela que um apartamento de 2 quartos, não pode custar 1,5 a 2 milhões de reais, mesmo que seja no Rio ou em São Paulo.
Ninguém precisa de uma calculadora financeira, para saber que o comprador terá que garantir um salário alto e "permanente" por toda a vida, para que consiga pagar em dia as prestações de sua "casa própria", e talvez quitá-la, quando já estiver aposentado. Caso aconteça um evento desagradável como desemprego ou doença na família, ele já não conseguirá honrar seus compromissos e a primeira conta a deixar de ser paga é a prestação do imóvel. A consequência natural será perder o apartamento para o Banco financiador, que vai colocá-lo à venda por um preço ainda mais alto, alimentando uma espiral perigosa.  
A pergunta importante é: - quem está lucrando com toda essa engenharia financeira?
Quem se beneficia dessa escalada sem fim do preço dos imóveis, aqui no Brasil? Quem dita as regras do Jogo Imobiliário - não daquele joguinho que as crianças costumavam apreciar?
Quem são os novos ou velhos milionários, que usam recursos públicos para construir essas selvas de pedra, e fogem para os paraísos fiscais, assim que a situação deixa de favorecê-los?
Os Bancos Brasileiros (oficiais ou não) estão oferecendo créditos, cada vez mais elevados e os compradores anestesiados, à visão da casa própria, aceitam as regras desse jogo desigual, comprometem toda a sua vida e de seus familiares, e assinam o contrato de endividamento perpétuo. 
Quanto a nós, cidadãos brasileiros que sempre pagamos qualquer conta que resulte dos erros dos nossos Governantes, não podemos esperar mudanças no modelo atual: - todas as administrações dos últimos tempos, gostam das coisas como estão - eles já foram incorporados ao Jogo. 
Se a Cena Política nos desse opção de mudança para as eleições de 2014, talvez a situação pudesse ser corrigida, mesmo que a longo prazo. Mas parece que não existem boas opções na Política.
Então, essa mudança necessária só irá acontecer se os experts em economia, os homens sábios das finanças (não banqueiros!) e aqueles que conseguem aprender com os erros dos outros, fizerem a sua parte: - alertar, ensinar, denunciar, exercer sua cidadania de modo integral. E essa denúncia precisa ser feita na tela da TV: - é onde a maioria dos futuros compradores busca informação.
Dos que sonham com sua casa própria, exige-se que tenham bom senso: - não coloquem o chapéu tão alto, que depois não possam pegá-lo de volta...
Quanto aos "empresários" da Construção Civil, se não tiverem compradores para seus imóveis superfaturados, serão forçados a baixar os preços: - é a antiga lei do mercado, oferta e procura.
Resta só uma dúvida: - do lado de "quem" está o Governo Federal?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

QUE MEDO DA MARINA, HEIN???

Aqui no Brasil, estamos em época de campanha política para as eleições majoritárias do próximo ano. Nessa época a gente vê os políticos "profissionais" trabalhando de verdade - em benefício próprio, evidentemente. A fim de conseguir mais alianças e conchavos, já foram criados novos Partidos Políticos. Alem de garantir acesso à verba pública de Campanha (cerca de 200 mil reais, mesmo que nunca antes tenham disputado alguma eleição...) , também dá para "negociar"  o tempo na TV, o horário gratuito eleitoral, o que pode significar cargos na administração do candidato que vencer a eleição em disputa. No Brasil, já existem mais de 33 Partidos Políticos.
Esses novos Partidos, já aprovados, foram criados por políticos que saíram de outros partidos. 
Eles tinham conexões em quase todos os municípios do País e conseguiram as tais assinaturas facilmente. É o caso do Deputado Federal Paulinho, ex-sindicalista-ex-petista: - "seu Partido" preencheu rapidamente todas as exigências legais e já está na lista oficial.
Curiosamente, a Ex-Ministra Marina Silva, apesar de muito esforço, está tendo grandes dificuldades para ter o seu Partido reconhecido formalmente.  Dizem que ela não está conseguindo comprovar o número necessário de assinaturas, exigido pela Justiça Eleitoral.  E quem faz a denúncia é ninguém menos que o Ministério Público, que em tese, existe para defender as questões de interesse do povo. Até já entrou com Ação no Superior Tribunal Eleitoral para barrá-la, dizendo que as assinaturas apresentadas, não foram devidamente "reconhecidas" pelos Cartórios de todo o País. 
É paradoxal, pois a Marina, quando candidata nas últimas eleições presidenciais, recebeu mais de 20% dos votos válidos. Será que isso não prova seu apoio popular?  Quem quer deixá-la de fora?
A única explicação possível é o medo que a turma do Poder tem da Marina. Acontece que, ela tem um defeito grave: - parece ser honesta e despretensiosa. Pelo jeito dela, parece que não está buscando enriquecimento ilícito, luta exclusivamente por um Brasil melhor para os brasileiros. 
Ela já provou que não faz acordos espúrios, pois abriu mão do cargo de Ministra no Governo Lula - não concordou com alguma coisa por lá e preferiu sair. 
É natural que os Políticos atuais não a queiram por perto. Ela está na contra-mão de seus interesses, salvo honrosas excessões - parece que ela não está à venda. 
Caso seja eleita para um cargo público importante, como eles irão lidar com ela? 
Como continuar com os "esquemas" de desvio de dinheiro público, diante do olhar da Marina?  
Sendo mulher e não corruptível, ela seria um osso duro de roer. 
Assim, temos essa situação ridícula: - sob pretexto de cumprir a Legislação Eleitoral, concede-se mais espaço e credibilidade à mesma classe política atual, ao mesmo tempo que se tenta excluir a única candidata que, pelo menos até agora, tem demonstrado ser merecedora da confiança do Povo Brasileiro, pela sua honestidade e transparência. 
Quase dá para concordar com os que afirmam que a corrupção no Brasil está tão entranhada em todos as esferas do Governo, que os honestos não podem ser políticos. 
Prefiro crer que podemos ter um Sistema Político diferente, moderno e eficiente. Quando foram às ruas recentemente, os brasileiros já se manifestaram: - disseram que não gostam do modelo atual e querem outro sistema de Governo, outras cabeças a dirigir nosso País. 
Seria ingênuo pensar que, sozinha, a Marina mudaria tudo - ela não tem esse Poder.
Mas é certo que, em algum ponto, as mudanças precisam começar. E parece que o momento é agora - quando nossos Legisladores estão criando novos Partidos e votando "pequenas" mudanças na regras do jogo eleitoral. 
É hora de incomodar essa turma engravatada que só trabalha em benefício próprio.
Talvez seja a hora certa para voltar às ruas. É hora de começar a campanha pelo voto consciente. 
Espero que os Ministros do STE sejam cidadãos a favor do Brasil e concedam a validação ao Partido da Marina.  Excluí-la agora é inaceitável - seria um tapa na cara dos brasileiros honestos.

sábado, 21 de setembro de 2013

O JUIZ QUE ESCOLHEU MAL

O "looooongo" voto do Ministro que definiu a questão do Julgamento do Mensalão cansou e deixou os brasileiros bastante decepcionados. O Ministro mais antigo do STF, concedeu a muitos réus, julgados e condenados com abundância de provas, o direito de um reexame de suas penas. 
Este novo Julgamento, além de ocupar tempo indevido dos Juízes da Suprema Corte, poderá
trazer benefícios injustificáveis a alguns réus.
Todos estão atirando pedras nesse Ministro, porque o voto dele era decisivo - podia acabar de
vez com esse assunto indigesto. Mas e os outros 5 Juízes que votaram como ele? Dois deles nem haviam participado da parte inicial do Julgamento - o mínimo que se esperava deles é que não atrapalhassem! É certo que foram escolhidos e nomeados pela Presidente, justamente para não causar mais problemas para o partido dela. Mas e quanto ao "Partido dos Brasileiros"? Não conta? Afinal, página virada - vai começar tudo de novo.
Este infeliz episódio reforça a certeza de os seres humanos, doutos ou indoutos, podem errar, 
Já tivemos um Presidente-operário, que teve a oportunidade de passar à História como Estadista, mas preferiu a mesquinharia do Mensalão. Já tivemos jogadores de futebol que receberam títulos impressionantes (Fenômeno, Imperador) e preferiram viver na mediocridade. 
Pelo andar da carruagem, a primeira mulher a alcançar o mais alto cargo do Brasil, também não passará pelo crivo da História. Até o Papa, que jurou obedecer o "Evangelho", está abrindo mão de parte dele, quando diz que a sua Igreja "não pode" interferir nas questões sentimentais dos fiéis. No caso, ele está se referindo à opção sexual e ao divórcio, mas a porteira está aberta: - em alguns Países da Europa, já se pede a legalização da pedofilia. 
Dizem que errar é humano, mas há certos erros que trazem consequências danosas e irreparáveis, principalmente, quando os que erram estão em posição de tomar decisões tão importantes. 
Nossos Presidentes mais recentes têm cometido erros que já trouxeram prejuízo ao nosso País. 
O último deles se refere à atitude da nossa Presidente, de "dar o troco" ao Presidente dos EUA, por causa das tais escutas indevidas. Por quê não reagiu com grandeza, como alguém que não fez nada errado e não tem nada a temer? Por quê não assumiu a postura de uma Estadista? 
A resposta é simples: - ela é um ser humano, como qualquer outro, que não buscou a sabedoria que vem da "multidão de conselheiros", como recomenda o sábio Rei Salomão em Provérbios 11:14 (também pode ter escolhido maus conselheiros...) - fez "opção" pela ideologia, em detrimento do interesse maior da Nação. 
Mas isso tem seu lado bom! Podemos "cair na real" e saber que não há pessoas infalíveis. 
É preciso deixar de sonhar com um novo Presidente(a) perfeito e políticos absolutamente corretos. 
Nunca será assim.  Por isso mesmo, nosso papel como cidadãos e "donos do Brasil" é fiscalizar, abrir bem os olhos, ajudar a esclarecer os menos cultos e informados, para que votem certo. 
Uma boa medida seria ver menos novelas de ficção (de mau gosto) e assistir os telejornais e os Programas de Entrevista, que tratam dos assuntos maiores de nosso Brasil. 
Mesmo para quem não tem TV a cabo, existem opções: - sem querer fazer propaganda, o Jornal da Cultura, por exemplo, é isento e muito esclarecedor. Certamente há outros de igual valor.
O que importa é saber o que está acontecendo em nosso País, para escolher gente melhor, que possa colocar nossa Nação no rumo certo.
Quanto ao Juiz que escolheu mal - no momento mais importante de sua carreira, deixou passar a oportunidade, e seu nome logo será esquecido. Ainda bem.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

POBRES CIDADÃOS DE DAMASCO...

Foi preciso muito tempo, muitas provas "irrefutáveis", mas finalmente a ONU confirmou que foi usado gás SARIN para matar civis nos arredores de Damasco, capital da Síria.
Morreu muita gente, e ainda não acabou...
Agora todas as personalidades públicas internacionais "pedem" ações para conter o prejuízo:
- impedir que o fato se repita. Destruir as fábricas, identificar e destituir o Mandante, etc.
Eles representam Governos Poderosos, como EUA, Reino Unido, França e Russia.

O que chama a atenção é a fala do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon:
- ele "pede" providências??? Afinal, para que serve a ONU?
Nos seus Estatutos há uma cláusula que permite o uso de força para impedir ações como essa, de ditadores sem nenhum compromisso com a vida dos seus semelhantes. Por quê não faz uso dessa cláusula e manda intervir? O fato é que a ONU está dividida: - 3 votos a favor da intervenção militar (EUA, Reino Unido e França) e 2 votos contra: - China e Rússia. Por si só, a ONU não manda nada - não tem força para cumprir o papel para o qual foi criada, após a 2ª Guerra Mundial. Então, só resta ao Secretário "pedir".

Mas há mais incongruências nessa triste história - são manifestações (só palavras) de gente que está longe, nos gabinetes atapetados e aquecidos, a salvo de ataques com gás sarin...

Um deles, o Presidente da Rússia, "alertou": "qualquer ação militar, pode dificultar o processo de paz na região"... - de qual paz ele está falando? Será que ele não vê a guerra instalada na região do Oriente Médio, há tanto tempo? Provavelmente até saiba os nomes dos fornecedores das armas que perpetuam esse conflito em ritmo constante e crescente. Certamente ele conhece o ditador da Síria - são parceiros comerciais. Ele mesmo reconhece que precisa intervir para que o Presidente-Rei seja contido nas ações de aniquilamento de sua própria população - o russo tem seus motivos... Quanto aos rebeldes, difícil responsabilizar qualquer um dos grupos: - são todos antagônicos e discordantes em questões fundamentais.

Infelizmente para todos os cidadãos sírios que ainda não conseguiram fugir de sua Pátria, qualquer resultado para o conflito sangrento, irá fragmentar o País: - há interesses concorrentes e conflitantes da Irmandade Muçulmana (radicais islâmicos), dos Países vizinhos e dos apoiadores do Governo atual. Nenhum Líder será capaz de unir a Nação, pois não há convergências entre os que querem o Poder: - naquela região do Planeta, o Poder Econômico disputa espaço com a Religião Fundamentalista.
Pode ser que a matança não se repita; mas o lado vencedor, certamente irá impor, aos vencidos, restrições severas ao simples direito de existir, e ao sagrado direito de livre expressão.
Com a queda de mais um Ditador, veremos mais uma Nação, historicamente relevante, que precisará de décadas para estabelecer um Governo que governe para seu povo, exclusivamente: - o sonho de consumo de todos os apaixonados pela Democracia!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CRIANÇAS NÃO APRENDEM A TRABALHAR!


Alguns temas apresentados nos telejornais, sempre colocam uma pulguinha atrás da minha orelha:- são importante matéria jornalistica ou ... apenas "vendem" mais?
Dia desses, foi mostrada uma reportagem "in loco", de uma fazenda no interior de São Paulo, onde o trabalho infantil era "explorado" - pelos pais! Ao ouvir uma manchete assim, deixamos de lado qualquer coisa, pois queremos saber "quem está maltratando essas pobres crianças indefesas"? 
As crianças em questão (8 a 14 anos), estavam ajudando seus pais e familiares em alguma colheita ou plantação. O repórter ansioso pela "injustiça" que estava sendo cometida contra as crianças, questionou a mãe: - " por quê não deixa seu filho de "8 anos na creche"?
A resposta da mulher do campo, inculta, mas sábia, foi simples e definiu a questão:
- "para ir à "creche", ele precisa sair de casa às 6 da manhã e só volta às 6 da tarde - quando ele está aqui, comigo, está sob os meus olhos, e posso protegê-lo"...
É surpreendente como a sabedoria popular, fruto dos conceitos aprendidos na infância, e da própria experiência de vida, pode ter uma resposta assim, para um dos males sociais mais perversos que abrigamos em nossas ruas: - as crianças, sem nada para fazer, sem ninguém que as queira por perto, abandonadas à própria sorte, sendo forçadas a garantir sua sobrevivência, seja pelo crime ou pela venda do próprio corpo. Essas crianças da roça, estavam perto de seus familiares - ajudando no "negócio" da família, longe do perigo das ruas.
Curiosamente, os fiscais que foram ao local do "crime" eram jovens bem vestidos, com formação técnica, evidentemente advindos de uma classe bem superior à daquelas famílias. Certamente são bem remunerados, moram em casas confortáveis; se tiverem filhos (no máximo 2), podem pagar boas escolas para "estocá-los", enquanto estão no trabalho.Mas seus filhos não trabalham...
A geração formada no século passado aprendeu a trabalhar cedo: - mesmo os filhos de pais ricos (e sábios), em sua maioria, tinham que aprender como funcionava o negócio da família.
Quanto aos pobres, trabalhavam com os pais, tios, padrinhos - aprendiam desde muito cedo, a valorizar os bens que têm valor e são permanentes, e que exigem esforço, dedicação e até sacrifício. Desde jovens, aprendiam a cumprir horários, obedecer ordens (às vezes pareciam injustas), "engolir sapos". Deu no que deu: - pessoas de bem, empresários de sucesso, juízes, profissionais bem sucedidos em todas as áreas.
Mas agora, o que observamos, salvo melhores evidências, são jovens que, por não ter a permissão para trabalhar, não assimilaram os benefícios da disciplina, do hábito de cumprir horários e prazos, da hierarquia, dos deveres e compromissos. Nunca respeitaram seus pais - logo, não respeitam nenhuma autoridade; não se sustentam como cidadãos de bem. Ficam nas baladas até que o dia amanheça, se embriagam e corrompem seus corpos jovens, e depois vão para a casa dos pais para descansar - e se preparar para a próxima balada... Já estão na casa dos 30 e ainda dependem do papai e da mamãe.
Os "sem teto, sem família e sem perspectiva", encontram abrigo embaixo dos viadutos, num cantinho qualquer de uma rua, um pouso improvisado - só para descansar. Depois vão pedir esmolas, para garantir o pão do dia seguinte, ou praticar crimes, já que a Lei também os incentiva nesse aspecto.
Por não conseguirmos eleger gente capacitada para fazer Leis, nossa Legislação atual incentiva a preguiça e pune quem quer trabalhar. No texto da Lei, consta que aos menores será assegurado o direito da educação, do lazer, da orientação para a vida. Mas "na real", esses menores não têm chance - como nunca aprenderam disciplina, horários, obrigações e respeito, não serão capazes de se adaptar a qualquer grupo organizado, nenhuma empresa, nenhum tipo de trabalho.
Do meu ponto de vista, ao invés de proteger a criança e o adolescente, essa Lei acaba por deixá-los desprotegidos, despreparados e sem futuro. Seria sábio deixar nas mãos dos pais o modo como seus filhos devem ser educados. Salvo excessões de pais que também foram crianças de rua, todos os demais sabem orientar seus filhos - muito mais do que essa moçada sem experiência de vida. Para os casos de abuso de trabalho infantil, precismos de estatísticas "confiáveis": - com critérios de proporcionalidade - quantas crianças são, mesmo??? É urgente que algum Agente do Judiciário resolva o problema de vez! Agora, reportagens de TV, para preencher o tempo com esse tipo de matéria... só trocando de canal!