sábado, 10 de maio de 2014

ESSAS MÃES...

Como esperado, chegamos mais uma vez ao Dia das Mães - com o costumeiro comércio
 dos presentes "que sua mãe merece...".
De fato, receber presentes pode ser legal, mas muitas mães, quando enfrentam dificuldade
financeira em sua própria família, sempre dizem que não precisam de nenhum presente 
- as mães, em geral, são pragmáticas...
Mas gosto de nadar contra a maré, por isso me permito questionar o endeusamento das
mães, neste dia que foi tomado de posse pelo Comércio e pela Mídia.
Se estivéssemos considerando o modelo ideal de mãe - amorosa, gentil, desprendida,
bela, onipresente, com saúde de ferro (eterna), altruísta e atualizada e absolutamente
comprometida com Deus - até que poderíamos colocá-la no trono como uma quase
divindade, Mas as mães não seres divinos - todas elas têm qualidades e defeitos (esses
vêm de fábrica!).
Em nossos dias, quando o ato de gerar um bebê nem sempre é fruto de consciência e
planejamento, muitos filhos não consideram suas mães tão boazinhas assim.
Além disso, o orçamento apertado tem obrigado as mães a dobrar a carga de trabalho fora 
de casa; ao fim do dia elas chegam exauridas e, apesar do imperioso cuidado com os
filhos, elas podem "pedir água: - me dá um tempo..." - e os filhos terão que esperar.
É claro que elas não precisam de tanto tempo assim para repor as energias: - em geral, uma 
chuveirada resolve e ela fica nova em folha e pronta para dar atenção a todos.

Às mães que lutam com a jornada dupla quero lembrar que as urgências do cotidiano nem 
sempre são tão urgentes assim. É preciso fazer uma lista de prioridades. 
Talvez você aproveite a folga do Domingo, e descubra que há poucas coisas que são, 
de fato, inadiáveis e imprescindíveis. 
O tempo gasto com a organização, o funcionamento e a limpeza da casa, pode ser bem melhor 
empregado no relacionamento "olho no olho" com os filhos. 
A missão de "formar" os filhos cabe, em grande parte, às mães: - o tempo que passamos com
eles vai fazer diferença quando chegarem à idade adulta.
Em todas as situações, o equilíbrio será muito proveitoso: - nem limpeza demais, nem fogão 
demais,  nem jardinagem demais!
Mas também não se pode passar tempo demais com os filhos - cuidados demais sufocam! 
Além disso, as mães são seres humanos femininos, que precisam de seu tempo de beleza, de 
descanso, de fazer nada, de ser mulher!
Então vamos combinar: - presentinho ou presentão sempre agradam.
Via de regra, os filhos amam suas mães de verdade - querem agradá-las sempre; mas algumas
mães pressionam demais, controlam demais, exigem atenção demais!
Se cada parte cumprir o seu papel com bom senso e equilíbrio, mães e filhos ficarão satisfeitos
e a vida em família será muito compensadora e relevante. Todos ganham quando todos ganham!  
Que este seja um feliz Dia da Família!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MUDANÇA NA GRADE CURRICULAR

Quando nos deparamos com as notícias da violência que invade a vida de todos os
cidadãos brasileiros, costumamos pensar que não tem mais jeito - "vai de mal a pior".
Pois eu prefiro pensar que esses "menores infratores" e os criminosos de colarinho
branco (ou camisas de grife) estão se multiplicando em nossa Sociedade, porque há
muito tempo a Escola fechou o espaço para os ensinamentos de respeito e temor 
a Deus, dos valores, das regras de convivência em sociedade e a valorização da vida.
É certo que esses ensinamentos estão muito mais na responsabilidade das famílias,
mas a Escola tem um papel importante na formação da cidadania.

O currículo Escolar que o Estado propõe é árido, focado nas atividades de satisfação
das supostas necessidades individuais e imediatas dos alunos: - é cada um por si.
Há espaço para aulas de capoeira, dança de rua, ecologia, esportes em geral e visita
aos centros históricos, mas não sobra tempo para a educação formal de alguma língua 
estrangeira (indispensável já nos dias atuais), nem uma boa base na matemática.
Quase nada se faz para ensinar a língua portuguesa com a didática atualizada e correta,
que possibilite às crianças descobrir o prazer de uma boa leitura, e nem são ensinadas
técnicas para que eles saibam formular e redigir suas próprias idéias, de modo adequado.

Não creio que faltem profissionais do ensino competentes para fazer um trabalho bem feito.
Penso que o problema é bem mais sério. A julgar pela ênfase nos conteúdos que não abrem
espaço para os valores familiares, o respeito ao direito do outro e até a solidariedade,
parece que a ideologia dos "pensadores e formuladores" do Ensino e da Cultura em nosso
País, visa produzir uma geração cada vez mais pobre intelectualmente e, por consequência,
incapaz de avaliar, criticar e fazer suas escolhas de modo consciente.

Gosto da ideia de que, a partir da eleição de outubro, poderemos ter uma mudança radical
na ideologia que dita as regras de formação acadêmica de nossos estudantes - a grade
curricular deve ser mais ortodoxa, mais parecida com os Países que deram certo.
Para que o Brasil tenha futuro, a meninada que frequenta as Escolas precisa de uma base
sólida, uma formação que exija trabalho, dedicação e objetividade - o lazer pode esperar.
Antes de formar bons técnicos, precisamos formar cidadãos responsáveis.
As aulas de Educação Moral e Cívica precisam retomar seu espaço na grade curricular.
E estamos precisando urgentemente que essa meninada conheça, aprenda e respeite as Leis
de Deus: - especialmente aquela Lei que proíbe qualquer violência à vida do próximo.



segunda-feira, 5 de maio de 2014

QUEM SÃO OS ASSASSINOS?

Atualmente, temos ouvido muitas notícias sobre crimes de morte - assassinatos com
crueldade, acidentes de carro que poderiam ter sido evitados, perda de vidas jovens
que, inadvertidamente, expuseram-se a si próprias ao perigo.
Em geral manifestamos pesar, lamento e tristeza, mesmo não conhecendo as vítimas.
Mas nesse momento de preparação para a "dança das cadeiras no mundo dos políticos",
em vista das eleições de outubro próximo, talvez seja útil refletir sobre o perfil desses
assassinos.
Não!
Não vou falar da pessoa que sacou a arma e atirou para matar.
Não vou falar do motorista bêbado que invadiu a pista na velocidade e no momento errados.
Não vou falar do estuprador, nem do pedófilo, nem do ladrão oportunista. 
Não quero falar do traficante que mata para garantir seu excelente padrão de vida, com a
venda  de drogas.
Hoje quero refletir a respeito dos "responsáveis" pela estado de coisas ao qual chegamos,
pela violência incontida, pelo descalabro que estamos vendo acontecer aqui no Brasil,
no tempo que se chama hoje: - os legisladores. 
A cada 4 anos todos os brasileiros comparecem às urnas eleitorais e concedem uma
"procuração" para que outras pessoas os representem como vereadores, como deputados 
estaduais e federais, e como senadores - para fazer Boas Leis! 
Quando pensamos na violência que grassa em nosso País, como um fogo avassalador,
nos acomodamos na posição de "juízes" e condenamos os próprios assassinos, a Polícia
e todos os que respondem pelos atos de Justiça Legal.
Creio que nosso grau de visão precisa de correção: - a falta de valorização da vida,
a leniência no trato dos crimes cruéis, a violência contra os indefesos só sobrevivem e
florescem porque aqui, em nosso País, as Leis são inadequadas aos tempos atuais,
e aquelas que são adequadas não são cumpridas com o rigor necessário.
Os Legisladores - aqueles que são pagos para fazer, rever, corrigir e atualizar as Leis - 
não cumprem o seu papel. Se eles fossem remunerados por produtividade, estariam à 
míngua - não produzem Leis inteligentes e funcionais que protejam os cidadãos de bem
(guardadas as honrosas excessões).

Crimes com requintes de crueldade, como o assassinato de inocentes indefesos por causa de
dinheiro, os atropelamentos de pessoas comuns que andam à pé pelas ruas, num ridículo
exibicionismo de um carro de luxo (e potência), a violência contra crianças angelicais que,
se não provoca a morte do corpo, em geral extermina a alma - tudo isso é tratado com o mesmo
peso de um "crime contra a natureza" - seja ela um passarinho, uma árvore, um riacho.
Uma árvore nativa, um passarinho, um riacho são impedimento para a construção e adequação
de rodovias e acessos viários mais seguros - que valorizem a vida.
A natureza é, de fato, digna de todo o cuidado - não podemos prescindir de sua preservação.
Mas a vida de um ser humano vale muito mais!

A Lei impede a punição exemplar de um "menor" de 17 anos e meio, que pode votar, já sabe 
procriar e até matar por motivo banal, porque ele é tratado, como um ser "inimputável"...

A falta de boas Escolas, Hospitais adequados, Creches disponíveis para que os pais possam
trabalhar tranquilos, é tratada como um caso banal - "aqui é assim mesmo"...
O "administrador" que não soube gerir gerir os recursos públicos com objetividade e 
transparência, não é punido - nem paga multa. 
Quando muito, recebe uma advertência, é transferido para outra área - no máximo perde o 
cargo, pois não há Lei que o responsabilize criminalmente.

A criança foi (mal)criada e (mal)educada nas ruas, o doente morreu na porta do hospital por 
falta  de vagas, equipamentos e médicos, cidadãos foram covardemente assassinados nas 
estradas mal conservadas e/ou inadequadas ao fluxo real de veículos; 
- mas os "responsáveis" por não "fazer nada" continuam nos seus gabinetes confortáveis 
e trocam de cadeira, a cada eleição - não há Lei que os possa responsabilizar.

A TV vende imagens de desrespeito aos pais e às autoridades de todos os níveis, exalta o ato
sexual inconsequente, ensina a violência por meio de armas de todo tipo, e não há Lei para 
cobrar dos produtores desse tipo de "entretenimento" a responsabilidade pela atual falta de
valor à vida, à família, às autoridades constituídas. 
Não é suficiente alegar-se que basta trocar de canal - na miséria, o "lazer" da família é 
deleitar-se com tudo o que passa na TV. Ninguém troca o canal...

Precisamos de Leis que desestimulem os possíveis criminosos, antes que cometam seu desatino - 
eles só deixarão de cometer tantos crimes, quando perceberem que o "crime não compensa".
As Leis brasileiras precisam ser escritas de novo - com o olhar crítico dos profissionais do
Direito, da Polícia e até dos especialistas em língua portuguesa - qualquer palavra ou 
expressão "enxertadas" no lugar errado, poderão abrir brechas que irão, no tempo conveniente,
beneficiar os assassinos da vida - no físico e na alma.

Construir mais presídios de segurança máxima, contratar mais conselheiros tutelares, criar mais 
grupos de trabalho com especialistas em crimes pela internet - tudo isso é como tirar água do 
oceano com um dedal - não resolve o problema na origem.
Criminosos e mentes deturpadas pelo mal existem em todas as Sociedades, em todos os tempos.
O que determina o baixo (ou alto) índice de criminalidade em cada País é a qualidade e a 
execução de suas Leis, que precisam proteger a vida, os valores da família, basear-se nos 
Preceitos do próprio Deus. 
Daí, a solução está na qualidade dos LEGISLADORES aos quais vamos dar nosso voto de
confiança nas próximas eleições - depois é esperar que exerçam seu trabalho (ou não).




quinta-feira, 24 de abril de 2014

NÃO PROTEGEM AS CRIANÇAS!

Há poucos dias foi divulgada a morte cruel do menino Bernardo, numa pequena cidade do Rio Grande do Sul. A comoção geral é muito justa, pois a violência contra um menino bom, motivada pela maldade e a ganância humanas chocam mesmo.
As declarações e os fatos atestam que o menino (12 anos) era uma ótima pessoa, morava numa casa linda e pertencia à uma família rica, tendo um pai influente (Diretor médico do Hospital da  Cidade), e recebia todas as vantagens que o dinheiro pode garantir.
A imprensa explora o tema o tanto tempo quanto for possível - é um assunto que "vende" bem.
Mas algumas declarações de grande consternação soaram falsas: - tratava-se de pessoas que, à frente de um microfone ou uma câmera de TV, pretenderam parecer piedosas e sensíveis. 
Pense comigo:
- uma vizinha, em certo dia, viu a madrasta correndo com uma vassoura para bater no menino, mas achou que era uma simples brincadeira (será que ela só viu essa cena uma única vez?); 
- os outros vizinhos, quando percebiam que o menino estava do lado de fora da casa, sem poder entrar, (porque a madrasta só abria a porta quando o pai dele chegava), não achavam estranho?
- os "Conselheiros tutelares" fizeram declarações reconhecendo que o Bernardo era uma criança infeliz, mas eles não podiam fazer nada...
- as professoras da Escola, onde ela era "uma criança tão amável e especial", percebiam que ele
era solitário e abandonado pelo pai, mas ninguém ousou denunciar esse abandono; será que a 
posição social do pai, que pertencia à alta classe da cidadezinha e tinha boas relações foi um empecilho para uma denúncia?
- a avó materna havia pedido a guarda do menino, com todos as providências e provas legais, mas foi ignorada pela Justiça, muito embora ela tivesse sido proibida, pelo pai do menino, a ter contato com o neto, logo após a morte também trágica de sua mãe; a Autoridade Judicial entendeu que o pai não podia ser uma pessoa tão perversa assim - afinal ele pertencia à classe A...; julgaram, segundo suas convicções, que o menino devia estar fantasiando, como é comum nas crianças... 
É importante lembrar que essa avó havia perdido a própria filha (mãe de Bernardo) quatro anos atrás, em circunstâncias cruéis, e mesmo assim não mereceu nenhuma consideração por parte do Magistrado de Plantão (numa cidade pequena, é provável que Juiz e médico frequentassem o mesmo Country Club nos finais de semana...).
- a Promotora de Justiça e o próprio Juiz aos quais o menino havia pedido socorro (pessoalmente), pouco tempo antes de sua trágica morte, não deram ouvido ao seu grito de socorro; agora, eles "lamentam muito o que aconteceu, mas só fizeram o que o Estatuto da criança e do adolescente determinam": - fazer o possível para que a "família se entenda" e todos vivam felizes para sempre...
Embora o menino desse sinais claros de que corria perigo, "ninguém" correu em seu auxílio: - todos se omitiram - todos são responsáveis por sua morte, de uma forma indireta.
É que no caso de famílias ricas, ainda que não mantenham vínculos familiares de verdade, o saber
popular diz que a criança "tem tudo" - não precisa da assistência do Estado; ignora-se a criança como  pessoa, seus sentimentos, seu bem-estar emocional, e a atenção do Estado é concentrada para os casos de menores pobres e carentes, fruto, em geral, de famílias marginalizadas.
Há vários outros "Bernardos" em nossa vizinhança; alguns assassinados precocemente, outros vítimas de abusos sexuais (até de familiares próximos), outros abandonados em casa e apartamentos de luxo, nas mãos de babás e empregados domésticos, porque seus pais "não têm tempo" para ficar com eles, acompanhar seu desenvolvimento, suas amizades, seus afazeres cotidianos.
Aqui no Brasil, o Estatuto da criança e do adolescente tem sido administrado, no mais das vezes, com foco nas crianças pobres - carentes de bens materiais. Quando ocorre uma denúncia nesta população, correm para lá os conselheiros tutelares, e pouco fazem no sentido de aliviar o sofrimento da criança-vítima; apenas cumprem o que o Estatuto determina e lavam as mãos. 
Muitos desses "conselheiros" já estão no terceiro ou quarto "casamento" e pouco sabem a respeito do valor de uma família saudável e amorosa (sabe-se que os conselheiros tutelares são indicados por filiação político-partidária, e não, necessariamente por seu currículo).
Esse mesmo Estatuto é freqüentemente motivo de leniência no trato com os menores infratores - em geral, bandidos em formação, às custas do Estado; ele trata esses menores como "jovens em formação", mesmo sabendo que esses delinquentes já exercem sua maioridade e independência, quando se trata de constituir família e escolher a carreira do crime. 
No caso da adoção de crianças infelizes, abandonadas pelos pais de sangue, mesmo quando há tantas famílias "de verdade" que se dispõem a assumi-las para uma vida feliz, com carinho e conforto, esse mesmo Estatuto determina que a criança "deve ficar com a própria família de sangue". 
É o caso de se perguntar: -"quê família?" - pois sabe-se que, na maioria dos casos, pai e mãe vivem nas ruas, numa subvida de dependência às drogas e ao crime.
Não creio que esse Estatuto da criança e do adolescente tenha nascido de mentes mal intencionadas: - certamente deviam ter em mente a proteção real das crianças desprotegidas.  
Mas sua interpretação precisa ser revista, analisada por profissionais de competência comprovada. Talvez seja necessário até escrever de modo mais abrangente (ou restritivo) a maioria dos artigos e cláusulas: - a sociedade tem passado por profundas alterações; a família já não tem o lugar de destaque que ocupava até pouco tempo atrás - a criança verdadeiramente "abandonada e desprotegida" pode estar na casa ao lado - seja seu bairro de classe média, alta ou baixa !
Crianças não pedem para nascer - mas todas têm direito à uma vida feliz e completa.
Esta é a hora da cidadania para cada um de nós: é tempo de olhar e ver - perceber - usar o bom senso - defender a vida - e cobrar das Autoridades Responsáveis ações imediatas, que impeçam a perda de outros "Bernardos"!

terça-feira, 15 de abril de 2014

DEFESA DE LUXO

O Sr. José Dirceu, condenado pelos crimes cometidos no caso Mensalão, recebeu
tratamento menos rigoroso que os réus que não são políticos, como o Sr.Marcos
Valério (seus sócios) e os Diretores do Banco Rural de Belo Horizonte, por exemplo. 
As penas são não equânimes, pois está fartamente demonstrado que o acusado, além
de Chefe da Casa Civil do Governo Lula, era Líder do PT e dirigia tudo com mão de
ferro - ele era o Comandante e sabia de tudo. 
Mas isso "já era" - as penas já foram definidas. O que incomoda é que esse prisioneiro,
(tão importante para a Presidência da República), não se aquieta para cumprir sua pena.
Na semana passada ele solicitou, ao Juiz Competente, permissão para "viajar" a fim de
passar os feriados de Pascoa com a família, que mora fora de Brasília (sede da prisão).
O pedido foi negado, por não se enquadrar nas normas de execução penal, mas o
Sr.Procurador da  República chamou a questão para si, e mandou um parecer (favorável
ao pedido), para as mãos do Ministro Presidente do STF - o Ministro Joaquim Barbosa.
Agora a "batata quente" voltou para as mãos do nosso Batman: - mais uma vez ele terá 
de deixar de lado todos os demais Processos que estão à espera de Julgamento, para 
conceder (ou não) mais essa regalia a um preso condenado justamente. 
Não sou técnica na área do Direito, mas sempre pensei que a Procuradoria da República
tivesse a função de defender a Nação, representada por seu povo, seu território e bens,
a ordem geral e o cumprimento de suas Leis.
Neste caso dos condenados petistas, parece que a defesa dos condenados nunca termina,
e a cada oportunidade abre-se uma nova "janela" para aliviar suas penas.
O que torna o fato grave, é que essa defesa está sendo feita por um Órgão Federal, que
deveria tratar de assuntos de maior prioridade e relevância para a Nação Brasileira.
É lamentável que o Governo, depois que o Julgamento do Mensalão abriu as entranhas
de corrupção no seu Partido, não tenha tido a coragem de riscar esses personagens de 
sua agenda - eles ainda estão no centro das discussões.
Gasta-se tempo e recursos preciosos para cuidar de seu "conforto pessoal".

O povo brasileiro quer um "jeito de fazer política" diferente. 
Ainda que não se possa evitar os "favorecimentos" aos mais chegados (como ocorre 
em quase todos os Governos do mundo), o Brasil continua a ser uma Democracia.
Lá nos tempos da Grécia antiga, a Democracia foi idealizada como uma forma de 
governar "indistintamente para o povo e pelo povo".
Quando um candidato é eleito para o cargo maior do nosso País, precisa abandonar as
questões particulares do Partido que o elegeu. Seu compromisso, seu trabalho árduo,
sua atenção, devem ser a favor de todos os brasileiros - e há tanto a fazer... 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

OS POLÍTICOS E SUAS DINASTIAS

Infelizmente, mais uma denúncia de abuso de "poder" está sendo revelada no caso
do Deputado Federal André Vargas (PT-PR).
Poucos meses atrás, o Deputado foi flagrado ao viajar num jatinho particular, saindo
(com familiares e amigos) de Londrina (PR) para a cidade de João Pessoa (PB), 
possivelmente às custas de um doleiro chamado Alberto Youssef. 
Ele tentou justificar a opção pelo jatinho, dizendo que sairia mais barato do que
comprar as passagens num voo comercial, mas não convenceu: - a Controladoria 
Geral da União, bem como a Polícia Federal estão cobrando explicações.
Além dessa denúncia, também se investiga ligações do Deputado com o doleiro numa
"empresa" que remetia fundos ilegalmente para o exterior ; as informações dizem que
já se comprovou uma remessa ilegal de US$37 milhões ao exterior.
A Polícia está de posse de uma escuta telefônica do Deputado para o doleiro, na qual
ele pergunta "por que ainda não foi enviado o dinheiro para seu irmão", que reside no
exterior.
Acontece que não há justificativa plausível, e o Deputado, pressionado, está tentando
renunciar ao mandato, a fim de garantir sua elegibilidade futuramente.

Se este fosse um caso único, não seria motivo de grandes preocupações: - em algum
momento, esse Parlamentar terá que ajustar contas com a Justiça.
Mas sabemos que esse hábito de usar o cargo público para levar vantagens pessoais
já virou regra no meio Político, com raras excessões.
Ainda é recente a denúncia de um comportamento semelhante por parte do presidente
do Senado da República; só que ele preferiu usar um jato da Marinha, também para
comparecer a um compromisso particular, levando amigos e familiares.
Em geral, os candidatos depois de eleitos, não têm escrúpulos em empregar toda a
família e os amigos, em cargos públicos, que lhes garante acesso à máquina pública.
Depois que estão inseridos no "sistema", rapidamente fazem carreira e logo estão,
eles próprios a disputar cargos eletivos. 
Mesmo os parentes que têm o privilégio de residir no exterior, como parece ser o
caso em questão, podem ser beneficiados com "vantagens" proibidas ao cidadão
comum.
Faltam menos de 6 meses para as eleições majoritárias e a maioria dos cidadãos
brasileiros espera alguma mudança "para melhor" nesse cenário.
É a nossa vez de observar cuidadosamente a vida pregressa e o sobrenome de cada
candidato; verificar possíveis ligações com Políticos "centenários" ou empresários 
(legais ou não) que detém poder econômico. 
Não podemos continuar a eleger esses familiares das "dinastias" da Política.
Um candidato independente, sem vínculos familiares importantes, pode ser uma
opção melhor do que continuar com essa troca de cadeiras que vemos a cada eleição.
Em outubro próximo, através do voto de cada brasileiro, será possível mudar, de modo
significativo (ainda que gradual) esse "modelo de fazer política" que se estabeleceu 
em nosso País. 
Tenho consciência de que o leitor destes meus textos, sabe exatamente como deve votar.
Mas além de votar de modo consciente, precisamos exercer nosso papel de cidadania,
conversando com as pessoas menos esclarecidas, mostrando a elas os desvios da 
realidade atual e a realidade "possível", se cada brasileiro votar corretamente.
Afinal, pelo menos por enquanto, são os eleitores das classes C e D que determinam o 
resultado das eleições.




domingo, 6 de abril de 2014

UM BRASILEIRO IMPERDÍVEL????

A notícia da morte do ator José Wilker, de tão badalada pela mídia global, trouxe de
novo a ideia dos "heróis" - aquelas pessoas perfeitas e insubstituíveis, que nunca
deveriam morrer... Será?
Nada contra o ator (pessoalmente), mas também nada a favor.
A "louvação" que a mídia global está fazendo, transformou o falecido em Herói. 
Até a presidente Dilma encontrou tempo para se preocupar e mandar condolências .
Mas ele foi herói do que? De fato, foi um ator profissional que tinha as qualidades 
necessárias para exercer sua profissão - nada além disso. 
Talvez ele tenha ficado mais famoso que tantos outros, porque preferiu interpretar
personagens de mau caráter: - foi o adúltero que dormia com a mulher de outro,
foi um matador, foi um homem machão; nenhum deles pode ser usado como
exemplo de vida para alguma criança.
Um de seus companheiros de profissão disse que ele fazia tudo nos extremos:
- fumava demais, bebia demais, e sabe- se mais o que...  
A classe "artística", quando entrevistada, diz que ele foi leal, generoso, bem
humorado, um grande companheiro.
Será mesmo possível falar-se em "lealdade" nesse mundo das celebridades? 
Talvez suas 3 primeiras esposas não tenham visto lealdade alguma, quando ele as
abandonou, junto com seus filhos...
Seu mundo era muito restrito:- vivia com seus colegas (concorrentes) e seu público.
Não se tem notícia de nenhuma ação relevante que, como cidadão tenha realizado
para o Brasil. Também não se sabe de nenhum trabalho voluntário pelos pobres
infelizes que o idolatravam através das novelas picantes, nenhuma doação para uma
grande causa humanitária - ele foi "apenas um ator de novelas" - nada além disso.
Sentir que sua morte foi prematura - isso posso sentir. Mais ainda por saber que ele
próprio abreviou sua vida pelo uso abusivo do cigarro e do alcool.
A meu ver foi mais uma vítima da vaidade e da vida fútil. Isso, sim, é lamentável.
Mas dizer que sua morte é uma perda irreparável, já é demais.
Muitos outros brasileiros anônimos morrem a cada hora, e nunca sequer são citados 
nas manchetes de telejornal, nem recebem uma carta da Presidente...
Ser indispensável, insubstituível - ser herói - exige muito mais do que aparecer nas 
cenas de uma telenovela ou de um filme qualquer.
É preciso muito cuidado com esse "endeusar" das personalidades-personagens da 
TV: - tratá-los como heróis, só porque morreram, é pura hipocrisia.

segunda-feira, 31 de março de 2014

EDUCAÇÃO ou BADERNA

Há muito tempo aprendemos que as Universidades têm um papel relevante para a
formação dos cidadãos. Um estudante formado numa boa Escola tem melhores
condições de ser um vencedor, em todos os sentidos.
Mas o lugar que as Universidades ocupam em nossa Sociedade, merece reflexão.
Como explicar centenas de "graduados" em Universidades Públicas, que apesar do
Diploma nas mãos, não conseguem seu espaço no mercado de trabalho?
Deve haver centenas de motivos para isso, mas é difícil aceitar que um engenheiro, 
um jornalista, um advogado tenham se tornado moradores de rua.
O episódio recente da Universidade Federal daqui de Floripa, revela uma situação
antes impensável e preocupante: - alguns poucos estudantes (desocupados) ocuparam
a sede da Reitoria, depois de um confronto com  as Polícias Federal e Militar, que 
haviam entrado no campus para prender traficantes de drogas.
A grande Área que pertence à Universidade de há muito abriga "sítios" propícios ao
uso indiscriminado de drogas, à violência contra mulheres, furtos de toda a sorte
(inclusive veículos), às festas e orgias que avançam pelas madrugadas.
A própria direção da Universidade havia solicitado auxílio à Polícia Federal, porque
entendia a situação como fora de controle.
As cenas de resistência às ações da Polícia Federal foram de violência e desrespeito.
Os jornalistas e cinegrafistas designados para cobrir a ocorrência, foram barrados pelos
"estudantes", que não queriam mostrar a cara.
Mesmo assim, a imprensa registrou toda a cena de barbárie e um dos jornalistas contou
48 garrafas vazias de vodca, espalhadas pelas cercanias.
Toda a população da cidade ainda está chocada com o que aconteceu no campus da UFSC. 
Mas a Reitoria fez a defesa dos alunos "inocentes que apenas estavam curtindo um
baseado...", e prometeu exigir que os Ministérios da Cultura e da Justiça proíbam 
qualquer tipo de policiamento no local.
Se esta situação pudesse prevalecer, o convite estaria aberto a todos os criminosos e
marginais do Planeta - "podem ocupar o espaço, porque lá a Polícia não entra"...
É evidente que essa orientação não pode vingar: - não vai vingar, porque nenhum espaço 
dentro  do Território Brasileiro pode ser fechado à ação da Polícia, com exceção das
embaixadas de Governos estrangeiros.
Mas é preocupante o fato que Professores e a própria Reitora, por motivos escusos,
concordem e aprovem a desordem e a baderna, em lugar da dedicação ao estudo.
Para completar seus atos de absoluto desrespeito à Lei e às autoridades, esses "falsos
alunos" tiraram a bandeira do Brasil do mastro e colocaram em seu lugar um pano
vermelho.  Talvez estivessem mais confortáveis em Cuba ou na Coréia do Norte: - lá
existem  várias bandeiras vermelhas, com todas as consequências de um regime comunista.
Mais uma vez fica desmentida a falácia dos marketeiros do Governo e da Imprensa,
quando afirmam que "só" a educação pode salvar o Brasil: 
- ter um diploma universitário, por si só, não prova bom caráter nem honestidade.
O que define um bom caráter são "princípios" adquiridos num lar fundamentado na Lei de
Deus. A partir dessa "base", um bom Diploma realmente garante melhores oportunidades
de sucesso para os jovens.
Aqui na ilha, a população da cidade (que através dos impostos, paga a Escola para esse tipo
de aluno) ainda se pergunta: - o que faziam naquele bosque, se estavam lá para estudar?
O custo de cada aluno passa de 8 mil reais;  a Escola Pública só é de graça para os estudantes...
Uma ação positiva e contrária foi organizada por um grupo de alunos de verdade que reuniu-se
com a Reitora e cobrou um posicionamento à favor da Lei e da Ordem: - querem que a Polícia
tenha plena liberdade de acesso ao local onde estudam (e por onde transitam à noite), pois não
podem abrir mão da "segurança" em sua própria Escola.
Pressionada, a Reitora concordou com eles no momento, mas não os acompanhou quando,
num ato de volta ao bom senso, esse grupo de estudantes tirou o pano vermelho e colocou no
alto do mastro a Bandeira Brasileira - de onde nunca mais deve sair!
É bom ficar de olho nessa turma de pseudo intelectuais: - eles nunca serão os cidadãos que
nosso País necessita.  Estão nas Universidades apenas passando o tempo, ocupando as vagas
daqueles estudantes sedentos de conhecimento - esses se tornarão cidadãos, e saberão fazer
bom uso de seu Diploma de Nível Superior.


sexta-feira, 21 de março de 2014

MULTIDÃO DE CONSELHEIROS

A denúncia de uma decisão duvidosa na Administração da Petrobrás, trouxe à tona, mais
uma vez, a falta de capacitação técnica dos Gestores de Empresas Públicas aqui no Brasil.
Fala-se de um possível superfaturamento e prejuízo, quando da compra de uma Refinaria
de Petróleo nos EUA, feita no ano  de 2006.
A origem do problema parece residir em duas cláusulas que não favoreciam a Petrobrás, e
que deixaram de ser esclarecidas na Reunião do Conselho: - uma delas dizia que, em caso
de desacordo  entre os sócios, uma das partes compraria a parte da outra; a divergência
ocorreu em 2008. É evidente que "sobrou" para a Petrobrás comprar as ações da outra
parte, pagando um preço acima do valor de mercado.
Além disso, havia outra cláusula que "garantia um lucro de 6,9% ao ano" à Empresa sócia
da Petrobrás, independente das circunstâncias do mercado.  Pode isso?
Pois bem - o tal Conselho de Administração da Petrobrás, presidido pela Ministra Dilma,
não teve dúvida em autorizar a transação. 

Os Conselhos Administrativos das grandes Corporações existem exatamente para verificar,
fiscalizar, olhar "com lupa" cada detalhe de todas as atividades e operações da Instituição.
Para isso, são escolhidos os melhores profissionais da Área (nunca do quadro da Empresa),
gente que sabe o que está fazendo, gente habilitada para ler, interpretar e aprovar ou não
qualquer Documento ou Projeto. Em geral são pessoas independentes, em todos os sentidos.
O que os diferencia dos Conselhos das Empresas Públicas, é que nas suas Reuniões o jogo é
um pouco mais claro: - apesar de algumas decisões políticas internas, o que determina a
aprovação ou não de um Projeto é simplesmente o lucro!

Mas quando se trata desses Conselhos nas Empresas Públicas, os Conselheiros são os amigos,
aqueles filiados a Partidos Políticos "aliados", ou Empresários que sejam simpáticos ao
Governo do momento - técnicos independentes não são bem vindos!
No caso, faziam parte desse Conselho, além da Ministra da Casa Civil - a Dilma, o ex-Ministro
Palocci (que diziam ser "o cara" da administração e das finanças) além de alguns outros.
O representante da iniciativa privada que participava desse Conselho, também admite que
só tomou conhecimento do possível prejuízo, dois anos depois da assinatura.
Vê-se que, mesmo numa Empresa comercial como a Petrobrás, a questão do "lucro" não
teve a relevância apropriada. Faltou competência! 

Agora que os fatos vieram a público, a atual Presidente da República, não assume qualquer responsabilidade pela sua decisão na ocasião, pois diz que o Documento apresentado ao
Conselho, em 2006, tinha falhas: - ela culpa o funcionário que redigiu o Relatório, por ter
omitido informações e dados que, "se estivessem claros, certamente seriam considerados
impeditivos para a referida "aquisição"...
Nada mais natural para essa turma: - "o culpado preferencial não é sempre o mordomo, o
motorista, o entregador"?
O que chama a atenção, é que um dos principais argumentos para a eleição da Dilma foi a
sua "alardeada competência em Gestão técnica", feita pelo ex-Presidente Lula.
(o eleitor acreditou que ele entendia do assunto e a elegeu...)

Restam duas conclusões possíveis:
- quem fazia parte do Conselho da Petrobrás em 2006 nem sabia "ler" um Relatório Técnico,
pois todos foram "iludidos" por um erro (de redação?) no tal Documento de Compra;
- se não for isso, então será o caso de ação premeditada para realizar a referida Aquisição,
com propósitos que nunca serão trazidos a público.
Qualquer das duas opções é péssima, fruto de má administração das finanças de uma Nação.

Olhando o episódio por outro prisma, quem assume uma posição de grande importância
como a Presidência do Conselho da maior Empresa Brasileira, não pode usar aquela frase
"eu não sabia...": - o próprio cargo "exige que saiba de tudo" - não pode ser iludido por um
técnico subalterno qualquer.
Já vimos esse filme: - o mesmo argumento tem sido usado por quase "todos" os Executivos
Públicos em nosso País - o próprio ex-presidente "não sabia de nada" a respeito do Mensalão...

Como cidadã brasileira, já me cansei da incompetência nos quadros da Política Brasileira.
Esse pessoal erra muito e o povo brasileiro paga caro por cada decisão errada.
Precisamos mudar esse modelo de Administração Pública no Brasil: - qualquer candidato que
se proponha a administrar um País-Continente como o Brasil, precisa demonstrar, através de
sua atuação anterior, competência pessoal: - afinal, sua assinatura vai ter muito valor.
Não se espera que ele saiba tudo, conheça tudo: - afinal, só Deus é onisciente!
Mas uma qualificação é indispensável: - que, reconhecendo suas limitações pessoais, saiba
cercar-se de bons assessores, técnicos confiáveis, a fim de acertar o mais que puder.
Além disso, deverá apoiar-se em um Conselho Consultivo, independente, autônomo e distante
das ações do cotidiano: - mas que seja composto por homens e mulheres capazes de opinar,
que  tenham liberdade para divergir, competentes para interpretar todos os Relatórios e
Documentos, além de possíveis intenções ocultas. 
(Esta ideia não é minha - consta dos Provérbios de Salomão - capítulo 11:14)

Resta saber se, nas próximas eleições de outubro, haverá "Candidatos" que se encaixem nesse
perfil...








quarta-feira, 19 de março de 2014

O PODER NAS MÃOS ERRADAS

As guerras que se instalaram na Ukrania e também na Venezuela trazem a certeza de
que pessoas erradas estiveram (ou estão) na posição de determinar o destino de um
povo, de uma Nação, com uma simples assinatura, de uma caneta qualquer.
No caso do ex-presidente Yanukóvych, da Ukrania, parece que sua caneta era de ouro, 
como eram seus palácios, seus depósitos em paraísos fiscais, sua condição de vida
extravagante, propositadamente fora da realidade de seus concidadãos.
Definitivamente, ele não era digno (e nem capaz) de ser Presidente de nenhuma Nação.
Antes de ser deposto, ele havia assinado um acordo de cooperação (pré-anexação?)
com a Rússia, causando pânico na população mais antiga, que já havia sofrido na pele
os danos causados pelo domínio russo, quando seu País fazia parte da União Soviética.
O povo conseguiu destitui-lo do Poder, mas os efeitos daquela assinatura "infeliz"
permanecem e continuam a roubar a esperança de todas as famílias ucranianas.
O conflito armado já se instalou no sul do País - as mães de despedem, com angustia,
de seus filhos que precisam partir em defesa da Pátria.
E não se trata apenas de perda de vidas, muito sangue derramado, muitas ausências;
a Ukrania terá um gasto desnecessário com armamentos, munições, estratégias, além
da paralisia que se instala num País nesta situação. 
Mais que isso, o mundo todo terá que se posicionar : - a favor de um ou outro País.
Afinal, trata-se de uma invasão ao território de outro País, no mesmo modelo que
o Continente Europeu presenciou (e sofreu) nas 2 Guerras Mundiais. 
Aquela decisão autoritária, propositadamente cruel, está destruindo expectativas,
esperanças e a própria vida da população jovem:
- está em cheque o amor à Pátria - "qual Pátria"?

Do lado de cá do mundo, temos o conflito que se instalou na Venezuela:
- seu atual Presidente, um ex-maquinista de trem, fanático apaixonado por Hugo
Chavez, conquistou seu lugar no gabinete presidencial à custa de servilismo e
obediência cega; nunca teve qualquer oportunidade de exercer o arbítrio, pois seu
"ídolo e patrão Chavez" era seu deus.
Ele nunca se permitiria questionar as ações de "seu deus".
Mas o que não se podia prever aconteceu: - Hugo Chavez, que tantas decisões infelizes
havia assumido para sua Pátria bolivariana, foi derrotado pela doença e morreu.
Numa situação absurda de pseudo-legalidade, foi elevado ao trono o vice Nicolàs
Maduro: - um cidadão sem qualquer competência para Administrar um País e seu povo.
As consequências desta escolha irresponsável - ele foi eleito na chapa de Hugo Chavez
(como vice presidente) - estão por todo o País, conturbado por manifestações violentas
e conflitos entre os opositores e a polícia, que age sob as "canetadas" desse Presidente.
As estatísticas nunca são totalmente confiáveis, mas o próprio Governo já admite que há
sangue sendo derramado nas ruas, fruto da truculência dos homens de farda.
Quanto aos seus opositores, basta pegar a caneta e mandar os principais Líderes para a
prisão: - e não se fala mais nisso...
À distância, fica difícil imaginar, como não se pode deter esse tipo de liderança política.
Nenhum de seus assessores pode se aproximar para indicar os erros, e um rumo diferente?
Dentro do próprio Governo, ninguém ousa falar a verdade para esse homem que, sendo
tão insignificante e despreparado para o Poder, é agora o causador de tanta desolação e
tantos descaminhos da Pátria?

Não podemos prever o destino da Ukrania ou da Venezuela, mas podemos nos precaver
quanto ao "peso" de uma assinatura, quando feita sem pensar, quando feita para iludir,
quando feita com a intenção perversa de dominar um povo.
Acontece que, estando às vésperas das eleições aqui no Brasil, em outubro, essa caneta
"poderosa" vai estar em nossas mãos.
A bem da verdade, nem vamos precisar de uma caneta, pois a urna eletrônica exige
apenas um toque.
Mas esse toque terá o significado da intenção e vontade de cada eleitor.
Através dessa "assinatura", vamos autorizar alguém a agir em nosso nome, a tomar
decisões, talvez até mesmo tomar decisões erradas, que nunca teríamos autorizado
previamente, como aconteceu na Ukrania.
Há um indicativo que pode nos ajudar a escolher melhor a pessoa que vai merecer
nosso voto, para nos representar: - os tiranos e ditadores compartilham os mesmos
ideais; eles trocam apoio, promovem encontros para debater sua "ideologia"...
Aqui no Brasil temos alguns simpatizantes de Nicolàs Maduro e também do ex-
presidente Yanukóvych: - apoiam sua ideologia ditatorial, seu jeito de dominar.
Certamente serão candidatos a algum cargo que signifique "poder".
Será sábio quem conseguir identificá-los e manter distância: - elegê-los jamais!