domingo, 25 de maio de 2014

DESENCANTO PERIGOSO

Neste final de semana os cidadãos da Comunidade Européia deverão comparecer às urnas para eleger os representantes de cada País participante do Grupo, no Fórum sediado em Genebra: - a cidade mais neutra do mundo(???).
Acontece que o maior sonho de cidadania - decidir seu próprio destino, e ter suas aspirações defendidas por representantes dignos e competentes no Fórum adequado - não está motivando os cidadãos da Europa - eles não estão empolgados com essa ideia de votar - o apelo não desperta seu interesse.
Também na conturbada Ucrania os eleitores estão indo às ruas neste domingo - há muitos interesses escusos em jogo - os ucranianos sabem que não podem abrir mão de seu direito de escolher seu futuro, neste momento tão difícil. Mas como depositar a esperança em um sistema muito parecido com o anterior, que levou seu País à atual situação? Como garantir que seu voto será a melhor escolha e contribuirá para mudar, para melhor, a vida dos cidadãos?

Se considerássemos apenas os cidadãos tidos como "depositários da cultura moderna", já seria trágico: - desiludidos, esses europeus acabam por transmitir uma mensagem de absoluta descrença em qualquer tipo de Sistema de Governo.
Mas no resto do mundo a situação não é muito diferente.  Os Países com Democracias "controladas" pelos Governantes da Hora, tornam o voto obrigatório - temem que o povo vire as costas às suas propostas políticas.
Então o povo vota - mas sabe que pouca coisa vai mudar para melhor.
Assim acontece em quase todas as Democracias do 3º Mundo e também dos Países ditos "em desenvolvimento" - como o Brasil.

Aqui em nosso País estamos às voltas com grandes movimentações para a Copa do Mundo e logo a seguir, as eleições majoritárias em outubro próximo.
É lamentável que também estejamos nós, todos os brasileiros conscientes, com esse gosto amargo de descrença e desânimo quanto ao futuro Governo do Brasil.
Todos desejamos mudanças de base, estruturais - daquelas que arrancam a praga pela raiz.
Mas as propostas atuais não nos empolgam - os candidatos que se apresentam têm discursos semelhantes e demagógicos - há muita chantagem política, muita difamação do "outro candidato", muita propaganda enganosa.
Parece que todos eles têm "DNA" semelhante - alguns poucos até conseguiram reduzir a contaminação original - mas ela está lá, no cerne.
Os alertas abaixo poderiam estar em todos os Jornais da última semana:

       "Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniquidade e maquinam o mal; 
         à luz da madrugada o praticam, porque o poder está mas suas mãos";
       "... fazem diligentemente o mal; assim demanda o Príncipe, e o Juiz julga pela recompensa, 
         e o "Grande" fala da corrupção da sua alma, e assim todos tecem o mal".

Não parecem adequados (e atuais) aos desgovernos em muitos Países pelo mundo todo?
Pois foram escritos há mais de 2 mil anos pelo profeta bíblico Miquéias (capítulos 2:1 e 7:3)

Então não dá para estranhar a falta de empolgação pelo exercício do "direito" de votar - nem nos Países do 1º Mundo, nem entre os povos menos privilegiados.
Sempre soubemos que o ser humano é propenso ao mal e extremamente egoísta.
Não dá mesmo para esperar absoluta honestidade e correção dessas pessoas que pretendem nos representar - é que o Poder corrompe - até aos que se dizem incorruptíveis!

Mas é preciso lutar - é necessário exercer a cidadania - somos os legítimos proprietários da Nação, e devemos defender um futuro melhor para a geração que nos seguirá.
Vale observar o alerta registrado por Moisés, no livro de Êxodos 23:2:

"Não siga a multidão para fazer o mal, nem participe de alguma demanda, tomando parte com a maioria, para "torcer" o direito".

Esta é a hora de usar os canais corretos para todas as manifestações: - "todos" os governantes (em qualquer nível) só estão no trono do Poder por causa de nosso voto - a favor, branco ou nulo. 
Se não os elegermos, eles irão desaparecer da vida pública. 
De minha parte não pretendo reeleger ninguém! E continuo em oração a Deus por meu País!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O QUE FIZERAM COM O MEU PAÍS?

Já faz algum tempo que os brasileiros "pensantes" discordam das ações do
Governo na condução do Brasil.
Agora, em vista de tantos atos de violência, quebradeiras, invasões de
patrimônio público e privado, greves que impedem o direito de ir e vir,
fica claro que tudo o que foi feito, neste últimos anos, não funcionou para
o bem - produziu o mal.          Observe comigo:
- fizeram uma Lei que "protege os criminosos abaixo de 18 anos", mesmo
aqueles contumazes e cruéis; resulta que todos os crimes contra civis têm o
envolvimento desses "menores", que ficam impunes, além de ter sua ficha 
policial "branqueada" ao completarem 18 anos;
( como esperar que a criminalidade não se torne o modo de vida desses
delinquentes (e suas famílias)? - para eles o crime está compensando;
- o Ministério da Educação instalou máquinas-dispenser de preservativos
para todos os alunos das escolas públicas; - com o sexo irresponsável
"incentivado", cresceu a população de meninas que estão grávidas já pela
segunda ou terceira vez, "despejando" nas ruas crianças sem pai e nem
mãe - futuros menores infratores - o circulo é vicioso;
- as bolsas-família, celular, internet, gás (etc) não conseguiram satisfazer
o  povo que não tem trabalho, nem moradia, saúde ou escolas que
preparem bem suas crianças: - os movimentos dos sem teto invadiram as
principais avenidas das maiores cidades do País, instalando o caos, com
a depredação do patrimônio público e privado;
- a Polícia não pode agir de modo contundente com os bandidos - há sempre
algum celular para filmar a "violência" dos policiais; qualquer foto
"incriminadora" basta para colocá-los no banco dos réus - nossa Polícia
está amedrontada e acuada, e os bandidos se aproveitam disso;
- os sem terra (liderados por profissionais de protestos) num dia fazem foto
e acordo com a Presidente Dilma e 1 semana depois, queimam pneus, fecham
vias importantes de trânsito em São Paulo e "ameaçam soltar a tropa";
- o salário da maioria dos trabalhadores é muito baixo, não há saúde de
qualidade, nem escolas, nem policiais dignamente remunerados porque
pagamos salários de marajás a um número excessivo de "Parlamentares
e assessores" nos postos de Comando;
- a Presidente do País indicou para a Suprema Corte alguns juízes que
simpatizam com sua própria ideologia política (solicialismo); alguns votos
de grande relevância têm sido questionados, e a mais alta Corte de Justiça
do País deixa de ser referência de justiça "igual" para todos;
- com a gastança desmedida e a incompetência na gestão das obras para a
Copa do Mundo, o povo já nem ama tanto o futebol assim: - muitos grupos
estão se organizando para aproveitar a visibilidade da mídia internacional 
e mostrar as mazelas de nosso País; - não podemos imaginar o que vai 
de fato acontecer nos dias dos Jogos da Copa - "torcemos" para que tudo 
corra em paz;
- e para completar o quadro de desesperança, o atual (des)Governo 
pretende se manter no comando do País, concorrendo à reeleição que vai
ocorrer em outubro próximo...

Muitos Países no mundo todo enfrentam problemas semelhantes aos 
nossos; alguns usam a força militar, a força dos movimentos populares, 
arriscando vidas inocentes para manter ou tomar as rédeas do Governo.
Mas aqui no Brasil, esperamos que haja uma retomada do caminho 
correto, através da manifestação das urnas (sem violência): 
- queremos um jeito eficiente, transparente e justo de Governar;
- queremos gente nova concorrendo aos Postos de Comando e Liderança;
- queremos gastar menos com salários e mordomias  para Políticos, 
  e mais com as necessidades básicas dos cidadãos;
- queremos gente qualificada para a Gestão Pública;
- queremos modernização e eficiência de todos os Códigos de Leis;
- queremos que os corruptos e corruptores sejam banidos de nossa Nação;
- queremos o direito de andar pelas ruas sem medo de "menores-bandidos";
- queremos que os criminosos atrás das grades sejam impedidos de 
  comandar o crime organizado nas cidades.


Queremos nosso amado Brasil de volta! 


quinta-feira, 15 de maio de 2014

TRANSFERÊNCIA DE RENDA

Para garantir algum resultado melhor nas próximas eleições, o Governo Federal acabou
por premiar aqueles que dependem do bolsa-família, concedendo-lhes um aumento de
10%, a partir de 1º de maio.
Isto significa que o Governo reconhece o avanço da inflação e o empobrecimento do povo.
Para "compensar" um pouquinho os cidadãos que pagam imposto de Renda, a presidente
também concedeu um reajuste na tabela do I.Renda na casa dos 4,5%.

É importante lembrar que os impostos cobrados em nosso País, é que sustentam a
distribuição das tais bolsas-família e de todos os outros pacotes de bondade que este 
Governo concede tanto aos que precisam (de verdade), mas que também premiam o menor 
esforço e até a delinquência, no caso da bolsa-presidiário. 
Mesmo os pobres, com renda abaixo do nível exigido para declarar (e pagar) Imposto de 
Renda, não podem fugir do pagamento dos impostos, pois eles estão embutidos nos itens 
básicos do consumo das famílias.
A diferença entre 10% e 4,5% é muito grande, se considerarmos o volume de cada grupo.
Trata-se de uma contínua e crescente "transferência de renda", que de fato não favorece
a ninguém, com excessão daqueles que mamam nas tetas do Governo. 
Com a inflação crescente, a cada ano, os cidadãos que pagam impostos compulsoriamente, 
(como aqueles cobrados na fonte) estão ficando mais pobres; e aqueles que são muito 
pobres não podem abrir mão dessa infeliz "bolsa-família", pois não conseguem se libertar 
da extrema pobreza e contínua dependência dos cofres públicos.


Não creio que se trata apenas da velha tática de "pão e circo"; a menos que minha visão
esteja comprometida, esta medida presidencial mais parece compra de voto.
Este é um sistema perverso que aprisiona os pobres na dependência dessas doações,
fazendo com que se tornem eternamente "agradecidos" e comprometidos a votar em quem
foi tão "bondoso" com eles.

Até quando esse "sistema", que tem propaganda de humanitário, vai progredir em nosso País?
A transferência de renda, a nivelação (por baixo) do padrão de vida de cada cidadão é um
sonho antigo de todos os socialistas - nasceu com Karl Marx, um revolucionário alemão que
viveu no século XIX (não creio que ele manteria a mesma teoria se vivesse em nosso País).
Com o número crescente de pobres em nosso País, acrescido dos imigrantes dos Países
vizinhos, o "cobertor social" vai ficando cada vez menor - o Governo "bondoso" vai precisar
de um cobertor bem maior.
Sabemos que não haverá cobertor para os que pagam impostos.
A menos que haja mudança de 180% na política do Brasil, essa conta ficará cada vez mais
impossível de equilibrar. Será que os brasileiros encaram? Em outubro próximo?



sábado, 10 de maio de 2014

ESSAS MÃES...

Como esperado, chegamos mais uma vez ao Dia das Mães - com o costumeiro comércio
 dos presentes "que sua mãe merece...".
De fato, receber presentes pode ser legal, mas muitas mães, quando enfrentam dificuldade
financeira em sua própria família, sempre dizem que não precisam de nenhum presente 
- as mães, em geral, são pragmáticas...
Mas gosto de nadar contra a maré, por isso me permito questionar o endeusamento das
mães, neste dia que foi tomado de posse pelo Comércio e pela Mídia.
Se estivéssemos considerando o modelo ideal de mãe - amorosa, gentil, desprendida,
bela, onipresente, com saúde de ferro (eterna), altruísta e atualizada e absolutamente
comprometida com Deus - até que poderíamos colocá-la no trono como uma quase
divindade, Mas as mães não seres divinos - todas elas têm qualidades e defeitos (esses
vêm de fábrica!).
Em nossos dias, quando o ato de gerar um bebê nem sempre é fruto de consciência e
planejamento, muitos filhos não consideram suas mães tão boazinhas assim.
Além disso, o orçamento apertado tem obrigado as mães a dobrar a carga de trabalho fora 
de casa; ao fim do dia elas chegam exauridas e, apesar do imperioso cuidado com os
filhos, elas podem "pedir água: - me dá um tempo..." - e os filhos terão que esperar.
É claro que elas não precisam de tanto tempo assim para repor as energias: - em geral, uma 
chuveirada resolve e ela fica nova em folha e pronta para dar atenção a todos.

Às mães que lutam com a jornada dupla quero lembrar que as urgências do cotidiano nem 
sempre são tão urgentes assim. É preciso fazer uma lista de prioridades. 
Talvez você aproveite a folga do Domingo, e descubra que há poucas coisas que são, 
de fato, inadiáveis e imprescindíveis. 
O tempo gasto com a organização, o funcionamento e a limpeza da casa, pode ser bem melhor 
empregado no relacionamento "olho no olho" com os filhos. 
A missão de "formar" os filhos cabe, em grande parte, às mães: - o tempo que passamos com
eles vai fazer diferença quando chegarem à idade adulta.
Em todas as situações, o equilíbrio será muito proveitoso: - nem limpeza demais, nem fogão 
demais,  nem jardinagem demais!
Mas também não se pode passar tempo demais com os filhos - cuidados demais sufocam! 
Além disso, as mães são seres humanos femininos, que precisam de seu tempo de beleza, de 
descanso, de fazer nada, de ser mulher!
Então vamos combinar: - presentinho ou presentão sempre agradam.
Via de regra, os filhos amam suas mães de verdade - querem agradá-las sempre; mas algumas
mães pressionam demais, controlam demais, exigem atenção demais!
Se cada parte cumprir o seu papel com bom senso e equilíbrio, mães e filhos ficarão satisfeitos
e a vida em família será muito compensadora e relevante. Todos ganham quando todos ganham!  
Que este seja um feliz Dia da Família!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MUDANÇA NA GRADE CURRICULAR

Quando nos deparamos com as notícias da violência que invade a vida de todos os
cidadãos brasileiros, costumamos pensar que não tem mais jeito - "vai de mal a pior".
Pois eu prefiro pensar que esses "menores infratores" e os criminosos de colarinho
branco (ou camisas de grife) estão se multiplicando em nossa Sociedade, porque há
muito tempo a Escola fechou o espaço para os ensinamentos de respeito e temor 
a Deus, dos valores, das regras de convivência em sociedade e a valorização da vida.
É certo que esses ensinamentos estão muito mais na responsabilidade das famílias,
mas a Escola tem um papel importante na formação da cidadania.

O currículo Escolar que o Estado propõe é árido, focado nas atividades de satisfação
das supostas necessidades individuais e imediatas dos alunos: - é cada um por si.
Há espaço para aulas de capoeira, dança de rua, ecologia, esportes em geral e visita
aos centros históricos, mas não sobra tempo para a educação formal de alguma língua 
estrangeira (indispensável já nos dias atuais), nem uma boa base na matemática.
Quase nada se faz para ensinar a língua portuguesa com a didática atualizada e correta,
que possibilite às crianças descobrir o prazer de uma boa leitura, e nem são ensinadas
técnicas para que eles saibam formular e redigir suas próprias idéias, de modo adequado.

Não creio que faltem profissionais do ensino competentes para fazer um trabalho bem feito.
Penso que o problema é bem mais sério. A julgar pela ênfase nos conteúdos que não abrem
espaço para os valores familiares, o respeito ao direito do outro e até a solidariedade,
parece que a ideologia dos "pensadores e formuladores" do Ensino e da Cultura em nosso
País, visa produzir uma geração cada vez mais pobre intelectualmente e, por consequência,
incapaz de avaliar, criticar e fazer suas escolhas de modo consciente.

Gosto da ideia de que, a partir da eleição de outubro, poderemos ter uma mudança radical
na ideologia que dita as regras de formação acadêmica de nossos estudantes - a grade
curricular deve ser mais ortodoxa, mais parecida com os Países que deram certo.
Para que o Brasil tenha futuro, a meninada que frequenta as Escolas precisa de uma base
sólida, uma formação que exija trabalho, dedicação e objetividade - o lazer pode esperar.
Antes de formar bons técnicos, precisamos formar cidadãos responsáveis.
As aulas de Educação Moral e Cívica precisam retomar seu espaço na grade curricular.
E estamos precisando urgentemente que essa meninada conheça, aprenda e respeite as Leis
de Deus: - especialmente aquela Lei que proíbe qualquer violência à vida do próximo.



segunda-feira, 5 de maio de 2014

QUEM SÃO OS ASSASSINOS?

Atualmente, temos ouvido muitas notícias sobre crimes de morte - assassinatos com
crueldade, acidentes de carro que poderiam ter sido evitados, perda de vidas jovens
que, inadvertidamente, expuseram-se a si próprias ao perigo.
Em geral manifestamos pesar, lamento e tristeza, mesmo não conhecendo as vítimas.
Mas nesse momento de preparação para a "dança das cadeiras no mundo dos políticos",
em vista das eleições de outubro próximo, talvez seja útil refletir sobre o perfil desses
assassinos.
Não!
Não vou falar da pessoa que sacou a arma e atirou para matar.
Não vou falar do motorista bêbado que invadiu a pista na velocidade e no momento errados.
Não vou falar do estuprador, nem do pedófilo, nem do ladrão oportunista. 
Não quero falar do traficante que mata para garantir seu excelente padrão de vida, com a
venda  de drogas.
Hoje quero refletir a respeito dos "responsáveis" pela estado de coisas ao qual chegamos,
pela violência incontida, pelo descalabro que estamos vendo acontecer aqui no Brasil,
no tempo que se chama hoje: - os legisladores. 
A cada 4 anos todos os brasileiros comparecem às urnas eleitorais e concedem uma
"procuração" para que outras pessoas os representem como vereadores, como deputados 
estaduais e federais, e como senadores - para fazer Boas Leis! 
Quando pensamos na violência que grassa em nosso País, como um fogo avassalador,
nos acomodamos na posição de "juízes" e condenamos os próprios assassinos, a Polícia
e todos os que respondem pelos atos de Justiça Legal.
Creio que nosso grau de visão precisa de correção: - a falta de valorização da vida,
a leniência no trato dos crimes cruéis, a violência contra os indefesos só sobrevivem e
florescem porque aqui, em nosso País, as Leis são inadequadas aos tempos atuais,
e aquelas que são adequadas não são cumpridas com o rigor necessário.
Os Legisladores - aqueles que são pagos para fazer, rever, corrigir e atualizar as Leis - 
não cumprem o seu papel. Se eles fossem remunerados por produtividade, estariam à 
míngua - não produzem Leis inteligentes e funcionais que protejam os cidadãos de bem
(guardadas as honrosas excessões).

Crimes com requintes de crueldade, como o assassinato de inocentes indefesos por causa de
dinheiro, os atropelamentos de pessoas comuns que andam à pé pelas ruas, num ridículo
exibicionismo de um carro de luxo (e potência), a violência contra crianças angelicais que,
se não provoca a morte do corpo, em geral extermina a alma - tudo isso é tratado com o mesmo
peso de um "crime contra a natureza" - seja ela um passarinho, uma árvore, um riacho.
Uma árvore nativa, um passarinho, um riacho são impedimento para a construção e adequação
de rodovias e acessos viários mais seguros - que valorizem a vida.
A natureza é, de fato, digna de todo o cuidado - não podemos prescindir de sua preservação.
Mas a vida de um ser humano vale muito mais!

A Lei impede a punição exemplar de um "menor" de 17 anos e meio, que pode votar, já sabe 
procriar e até matar por motivo banal, porque ele é tratado, como um ser "inimputável"...

A falta de boas Escolas, Hospitais adequados, Creches disponíveis para que os pais possam
trabalhar tranquilos, é tratada como um caso banal - "aqui é assim mesmo"...
O "administrador" que não soube gerir gerir os recursos públicos com objetividade e 
transparência, não é punido - nem paga multa. 
Quando muito, recebe uma advertência, é transferido para outra área - no máximo perde o 
cargo, pois não há Lei que o responsabilize criminalmente.

A criança foi (mal)criada e (mal)educada nas ruas, o doente morreu na porta do hospital por 
falta  de vagas, equipamentos e médicos, cidadãos foram covardemente assassinados nas 
estradas mal conservadas e/ou inadequadas ao fluxo real de veículos; 
- mas os "responsáveis" por não "fazer nada" continuam nos seus gabinetes confortáveis 
e trocam de cadeira, a cada eleição - não há Lei que os possa responsabilizar.

A TV vende imagens de desrespeito aos pais e às autoridades de todos os níveis, exalta o ato
sexual inconsequente, ensina a violência por meio de armas de todo tipo, e não há Lei para 
cobrar dos produtores desse tipo de "entretenimento" a responsabilidade pela atual falta de
valor à vida, à família, às autoridades constituídas. 
Não é suficiente alegar-se que basta trocar de canal - na miséria, o "lazer" da família é 
deleitar-se com tudo o que passa na TV. Ninguém troca o canal...

Precisamos de Leis que desestimulem os possíveis criminosos, antes que cometam seu desatino - 
eles só deixarão de cometer tantos crimes, quando perceberem que o "crime não compensa".
As Leis brasileiras precisam ser escritas de novo - com o olhar crítico dos profissionais do
Direito, da Polícia e até dos especialistas em língua portuguesa - qualquer palavra ou 
expressão "enxertadas" no lugar errado, poderão abrir brechas que irão, no tempo conveniente,
beneficiar os assassinos da vida - no físico e na alma.

Construir mais presídios de segurança máxima, contratar mais conselheiros tutelares, criar mais 
grupos de trabalho com especialistas em crimes pela internet - tudo isso é como tirar água do 
oceano com um dedal - não resolve o problema na origem.
Criminosos e mentes deturpadas pelo mal existem em todas as Sociedades, em todos os tempos.
O que determina o baixo (ou alto) índice de criminalidade em cada País é a qualidade e a 
execução de suas Leis, que precisam proteger a vida, os valores da família, basear-se nos 
Preceitos do próprio Deus. 
Daí, a solução está na qualidade dos LEGISLADORES aos quais vamos dar nosso voto de
confiança nas próximas eleições - depois é esperar que exerçam seu trabalho (ou não).




quinta-feira, 24 de abril de 2014

NÃO PROTEGEM AS CRIANÇAS!

Há poucos dias foi divulgada a morte cruel do menino Bernardo, numa pequena cidade do Rio Grande do Sul. A comoção geral é muito justa, pois a violência contra um menino bom, motivada pela maldade e a ganância humanas chocam mesmo.
As declarações e os fatos atestam que o menino (12 anos) era uma ótima pessoa, morava numa casa linda e pertencia à uma família rica, tendo um pai influente (Diretor médico do Hospital da  Cidade), e recebia todas as vantagens que o dinheiro pode garantir.
A imprensa explora o tema o tanto tempo quanto for possível - é um assunto que "vende" bem.
Mas algumas declarações de grande consternação soaram falsas: - tratava-se de pessoas que, à frente de um microfone ou uma câmera de TV, pretenderam parecer piedosas e sensíveis. 
Pense comigo:
- uma vizinha, em certo dia, viu a madrasta correndo com uma vassoura para bater no menino, mas achou que era uma simples brincadeira (será que ela só viu essa cena uma única vez?); 
- os outros vizinhos, quando percebiam que o menino estava do lado de fora da casa, sem poder entrar, (porque a madrasta só abria a porta quando o pai dele chegava), não achavam estranho?
- os "Conselheiros tutelares" fizeram declarações reconhecendo que o Bernardo era uma criança infeliz, mas eles não podiam fazer nada...
- as professoras da Escola, onde ela era "uma criança tão amável e especial", percebiam que ele
era solitário e abandonado pelo pai, mas ninguém ousou denunciar esse abandono; será que a 
posição social do pai, que pertencia à alta classe da cidadezinha e tinha boas relações foi um empecilho para uma denúncia?
- a avó materna havia pedido a guarda do menino, com todos as providências e provas legais, mas foi ignorada pela Justiça, muito embora ela tivesse sido proibida, pelo pai do menino, a ter contato com o neto, logo após a morte também trágica de sua mãe; a Autoridade Judicial entendeu que o pai não podia ser uma pessoa tão perversa assim - afinal ele pertencia à classe A...; julgaram, segundo suas convicções, que o menino devia estar fantasiando, como é comum nas crianças... 
É importante lembrar que essa avó havia perdido a própria filha (mãe de Bernardo) quatro anos atrás, em circunstâncias cruéis, e mesmo assim não mereceu nenhuma consideração por parte do Magistrado de Plantão (numa cidade pequena, é provável que Juiz e médico frequentassem o mesmo Country Club nos finais de semana...).
- a Promotora de Justiça e o próprio Juiz aos quais o menino havia pedido socorro (pessoalmente), pouco tempo antes de sua trágica morte, não deram ouvido ao seu grito de socorro; agora, eles "lamentam muito o que aconteceu, mas só fizeram o que o Estatuto da criança e do adolescente determinam": - fazer o possível para que a "família se entenda" e todos vivam felizes para sempre...
Embora o menino desse sinais claros de que corria perigo, "ninguém" correu em seu auxílio: - todos se omitiram - todos são responsáveis por sua morte, de uma forma indireta.
É que no caso de famílias ricas, ainda que não mantenham vínculos familiares de verdade, o saber
popular diz que a criança "tem tudo" - não precisa da assistência do Estado; ignora-se a criança como  pessoa, seus sentimentos, seu bem-estar emocional, e a atenção do Estado é concentrada para os casos de menores pobres e carentes, fruto, em geral, de famílias marginalizadas.
Há vários outros "Bernardos" em nossa vizinhança; alguns assassinados precocemente, outros vítimas de abusos sexuais (até de familiares próximos), outros abandonados em casa e apartamentos de luxo, nas mãos de babás e empregados domésticos, porque seus pais "não têm tempo" para ficar com eles, acompanhar seu desenvolvimento, suas amizades, seus afazeres cotidianos.
Aqui no Brasil, o Estatuto da criança e do adolescente tem sido administrado, no mais das vezes, com foco nas crianças pobres - carentes de bens materiais. Quando ocorre uma denúncia nesta população, correm para lá os conselheiros tutelares, e pouco fazem no sentido de aliviar o sofrimento da criança-vítima; apenas cumprem o que o Estatuto determina e lavam as mãos. 
Muitos desses "conselheiros" já estão no terceiro ou quarto "casamento" e pouco sabem a respeito do valor de uma família saudável e amorosa (sabe-se que os conselheiros tutelares são indicados por filiação político-partidária, e não, necessariamente por seu currículo).
Esse mesmo Estatuto é freqüentemente motivo de leniência no trato com os menores infratores - em geral, bandidos em formação, às custas do Estado; ele trata esses menores como "jovens em formação", mesmo sabendo que esses delinquentes já exercem sua maioridade e independência, quando se trata de constituir família e escolher a carreira do crime. 
No caso da adoção de crianças infelizes, abandonadas pelos pais de sangue, mesmo quando há tantas famílias "de verdade" que se dispõem a assumi-las para uma vida feliz, com carinho e conforto, esse mesmo Estatuto determina que a criança "deve ficar com a própria família de sangue". 
É o caso de se perguntar: -"quê família?" - pois sabe-se que, na maioria dos casos, pai e mãe vivem nas ruas, numa subvida de dependência às drogas e ao crime.
Não creio que esse Estatuto da criança e do adolescente tenha nascido de mentes mal intencionadas: - certamente deviam ter em mente a proteção real das crianças desprotegidas.  
Mas sua interpretação precisa ser revista, analisada por profissionais de competência comprovada. Talvez seja necessário até escrever de modo mais abrangente (ou restritivo) a maioria dos artigos e cláusulas: - a sociedade tem passado por profundas alterações; a família já não tem o lugar de destaque que ocupava até pouco tempo atrás - a criança verdadeiramente "abandonada e desprotegida" pode estar na casa ao lado - seja seu bairro de classe média, alta ou baixa !
Crianças não pedem para nascer - mas todas têm direito à uma vida feliz e completa.
Esta é a hora da cidadania para cada um de nós: é tempo de olhar e ver - perceber - usar o bom senso - defender a vida - e cobrar das Autoridades Responsáveis ações imediatas, que impeçam a perda de outros "Bernardos"!

terça-feira, 15 de abril de 2014

DEFESA DE LUXO

O Sr. José Dirceu, condenado pelos crimes cometidos no caso Mensalão, recebeu
tratamento menos rigoroso que os réus que não são políticos, como o Sr.Marcos
Valério (seus sócios) e os Diretores do Banco Rural de Belo Horizonte, por exemplo. 
As penas são não equânimes, pois está fartamente demonstrado que o acusado, além
de Chefe da Casa Civil do Governo Lula, era Líder do PT e dirigia tudo com mão de
ferro - ele era o Comandante e sabia de tudo. 
Mas isso "já era" - as penas já foram definidas. O que incomoda é que esse prisioneiro,
(tão importante para a Presidência da República), não se aquieta para cumprir sua pena.
Na semana passada ele solicitou, ao Juiz Competente, permissão para "viajar" a fim de
passar os feriados de Pascoa com a família, que mora fora de Brasília (sede da prisão).
O pedido foi negado, por não se enquadrar nas normas de execução penal, mas o
Sr.Procurador da  República chamou a questão para si, e mandou um parecer (favorável
ao pedido), para as mãos do Ministro Presidente do STF - o Ministro Joaquim Barbosa.
Agora a "batata quente" voltou para as mãos do nosso Batman: - mais uma vez ele terá 
de deixar de lado todos os demais Processos que estão à espera de Julgamento, para 
conceder (ou não) mais essa regalia a um preso condenado justamente. 
Não sou técnica na área do Direito, mas sempre pensei que a Procuradoria da República
tivesse a função de defender a Nação, representada por seu povo, seu território e bens,
a ordem geral e o cumprimento de suas Leis.
Neste caso dos condenados petistas, parece que a defesa dos condenados nunca termina,
e a cada oportunidade abre-se uma nova "janela" para aliviar suas penas.
O que torna o fato grave, é que essa defesa está sendo feita por um Órgão Federal, que
deveria tratar de assuntos de maior prioridade e relevância para a Nação Brasileira.
É lamentável que o Governo, depois que o Julgamento do Mensalão abriu as entranhas
de corrupção no seu Partido, não tenha tido a coragem de riscar esses personagens de 
sua agenda - eles ainda estão no centro das discussões.
Gasta-se tempo e recursos preciosos para cuidar de seu "conforto pessoal".

O povo brasileiro quer um "jeito de fazer política" diferente. 
Ainda que não se possa evitar os "favorecimentos" aos mais chegados (como ocorre 
em quase todos os Governos do mundo), o Brasil continua a ser uma Democracia.
Lá nos tempos da Grécia antiga, a Democracia foi idealizada como uma forma de 
governar "indistintamente para o povo e pelo povo".
Quando um candidato é eleito para o cargo maior do nosso País, precisa abandonar as
questões particulares do Partido que o elegeu. Seu compromisso, seu trabalho árduo,
sua atenção, devem ser a favor de todos os brasileiros - e há tanto a fazer... 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

OS POLÍTICOS E SUAS DINASTIAS

Infelizmente, mais uma denúncia de abuso de "poder" está sendo revelada no caso
do Deputado Federal André Vargas (PT-PR).
Poucos meses atrás, o Deputado foi flagrado ao viajar num jatinho particular, saindo
(com familiares e amigos) de Londrina (PR) para a cidade de João Pessoa (PB), 
possivelmente às custas de um doleiro chamado Alberto Youssef. 
Ele tentou justificar a opção pelo jatinho, dizendo que sairia mais barato do que
comprar as passagens num voo comercial, mas não convenceu: - a Controladoria 
Geral da União, bem como a Polícia Federal estão cobrando explicações.
Além dessa denúncia, também se investiga ligações do Deputado com o doleiro numa
"empresa" que remetia fundos ilegalmente para o exterior ; as informações dizem que
já se comprovou uma remessa ilegal de US$37 milhões ao exterior.
A Polícia está de posse de uma escuta telefônica do Deputado para o doleiro, na qual
ele pergunta "por que ainda não foi enviado o dinheiro para seu irmão", que reside no
exterior.
Acontece que não há justificativa plausível, e o Deputado, pressionado, está tentando
renunciar ao mandato, a fim de garantir sua elegibilidade futuramente.

Se este fosse um caso único, não seria motivo de grandes preocupações: - em algum
momento, esse Parlamentar terá que ajustar contas com a Justiça.
Mas sabemos que esse hábito de usar o cargo público para levar vantagens pessoais
já virou regra no meio Político, com raras excessões.
Ainda é recente a denúncia de um comportamento semelhante por parte do presidente
do Senado da República; só que ele preferiu usar um jato da Marinha, também para
comparecer a um compromisso particular, levando amigos e familiares.
Em geral, os candidatos depois de eleitos, não têm escrúpulos em empregar toda a
família e os amigos, em cargos públicos, que lhes garante acesso à máquina pública.
Depois que estão inseridos no "sistema", rapidamente fazem carreira e logo estão,
eles próprios a disputar cargos eletivos. 
Mesmo os parentes que têm o privilégio de residir no exterior, como parece ser o
caso em questão, podem ser beneficiados com "vantagens" proibidas ao cidadão
comum.
Faltam menos de 6 meses para as eleições majoritárias e a maioria dos cidadãos
brasileiros espera alguma mudança "para melhor" nesse cenário.
É a nossa vez de observar cuidadosamente a vida pregressa e o sobrenome de cada
candidato; verificar possíveis ligações com Políticos "centenários" ou empresários 
(legais ou não) que detém poder econômico. 
Não podemos continuar a eleger esses familiares das "dinastias" da Política.
Um candidato independente, sem vínculos familiares importantes, pode ser uma
opção melhor do que continuar com essa troca de cadeiras que vemos a cada eleição.
Em outubro próximo, através do voto de cada brasileiro, será possível mudar, de modo
significativo (ainda que gradual) esse "modelo de fazer política" que se estabeleceu 
em nosso País. 
Tenho consciência de que o leitor destes meus textos, sabe exatamente como deve votar.
Mas além de votar de modo consciente, precisamos exercer nosso papel de cidadania,
conversando com as pessoas menos esclarecidas, mostrando a elas os desvios da 
realidade atual e a realidade "possível", se cada brasileiro votar corretamente.
Afinal, pelo menos por enquanto, são os eleitores das classes C e D que determinam o 
resultado das eleições.




domingo, 6 de abril de 2014

UM BRASILEIRO IMPERDÍVEL????

A notícia da morte do ator José Wilker, de tão badalada pela mídia global, trouxe de
novo a ideia dos "heróis" - aquelas pessoas perfeitas e insubstituíveis, que nunca
deveriam morrer... Será?
Nada contra o ator (pessoalmente), mas também nada a favor.
A "louvação" que a mídia global está fazendo, transformou o falecido em Herói. 
Até a presidente Dilma encontrou tempo para se preocupar e mandar condolências .
Mas ele foi herói do que? De fato, foi um ator profissional que tinha as qualidades 
necessárias para exercer sua profissão - nada além disso. 
Talvez ele tenha ficado mais famoso que tantos outros, porque preferiu interpretar
personagens de mau caráter: - foi o adúltero que dormia com a mulher de outro,
foi um matador, foi um homem machão; nenhum deles pode ser usado como
exemplo de vida para alguma criança.
Um de seus companheiros de profissão disse que ele fazia tudo nos extremos:
- fumava demais, bebia demais, e sabe- se mais o que...  
A classe "artística", quando entrevistada, diz que ele foi leal, generoso, bem
humorado, um grande companheiro.
Será mesmo possível falar-se em "lealdade" nesse mundo das celebridades? 
Talvez suas 3 primeiras esposas não tenham visto lealdade alguma, quando ele as
abandonou, junto com seus filhos...
Seu mundo era muito restrito:- vivia com seus colegas (concorrentes) e seu público.
Não se tem notícia de nenhuma ação relevante que, como cidadão tenha realizado
para o Brasil. Também não se sabe de nenhum trabalho voluntário pelos pobres
infelizes que o idolatravam através das novelas picantes, nenhuma doação para uma
grande causa humanitária - ele foi "apenas um ator de novelas" - nada além disso.
Sentir que sua morte foi prematura - isso posso sentir. Mais ainda por saber que ele
próprio abreviou sua vida pelo uso abusivo do cigarro e do alcool.
A meu ver foi mais uma vítima da vaidade e da vida fútil. Isso, sim, é lamentável.
Mas dizer que sua morte é uma perda irreparável, já é demais.
Muitos outros brasileiros anônimos morrem a cada hora, e nunca sequer são citados 
nas manchetes de telejornal, nem recebem uma carta da Presidente...
Ser indispensável, insubstituível - ser herói - exige muito mais do que aparecer nas 
cenas de uma telenovela ou de um filme qualquer.
É preciso muito cuidado com esse "endeusar" das personalidades-personagens da 
TV: - tratá-los como heróis, só porque morreram, é pura hipocrisia.