segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

BAGUNÇA GERAL

As cenas que correram o mundo sobre a morte cruel do cinegrafista que filmava os
confrontos entre "manifestantes" e polícia no Rio de Janeiro, dias atrás, ainda estão
a nos deixar perplexos com a situação de violência que invadiu as ruas e praças das
cidades do Brasil.
Se anteriormente os cidadãos iam às ruas para protestar com faixas, cartazes e caras
pintadas, agora as pessoas de bem, ainda que inconformadas com as injustiças sociais,
já não têm coragem para protestar: - os grupos oportunistas da hora, a exemplo dos 
black bloc, roubaram esse direito dos cidadãos - "sequestraram a democracia", 
segundo palavras do Dr.Oscar Vilhena -Direito GV.
É evidente que há espaço para esse tipo de ação porque a Lei continua a ser "diferente",
conforme a situação social e cultural (e profissão) da vítima ou do criminoso.
O próprio rapaz que atirou a bomba que explodiu a cabeça do cinegrafista, disse que
tinha a intenção de atirar o artefato na direção da Polícia... - então, se tivesse atingido
um policial, estaria tudo bem? Mesmo que ele tivesse sido assassinado? 
Há poucos dias uma jovem Policial (24 anos) de uma favela "pacificada" no Rio de 
Janeiro foi assassinada - não houve nenhuma repercussão; as pessoas não foram às ruas
bloquear o trânsito e nem atear fogo num ônibus, como teriam feito se a "vitima" fosse
um criminoso, uma criança inocente, qualquer outra pessoa.
Como se tratava de uma policial - tudo bem - "ossos do ofício" ...
Que coisa doida é essa?
O vazio deixado pelas Instituições Públicas que não funcionam, abre espaço para todo
tipo de insatisfação, porque, na fase atual de desenvolvimento do Brasil, as pessoas já
sabem que têm direitos iguais e não suportam as desigualdades e privilégios para poucos,
pagos com o sacrifício de toda a população.
A explicação para essa "bagunça" que invade nossas ruas e praças, queima pneus para
bloquear vias importantes de acesso, e paralisa a vida do cidadão comum, é a falta de
ação inteligente, preventiva e efetiva por parte das Instituições Públicas, que há muitos
anos não funcionam como os brasileiros desejam.
Desde sempre, vemos os mesmos sobrenomes antigos nos nomes dos "novos" Políticos
que se candidatam a cargos eletivos. Os mesmos parentes de Políticos são indicados para
as funções do Executivo, do Legislativo. No caso do Poder Judiciário, os descendentes
são admitidos por Concurso - mas os sobrenomes, em geral, são os mesmos.
Então, se a situação está favorável às famílias, "dinastias tradicionais" da Sociedade, quê 
motivo teriam para fazer algo diferente do que seus bisavós, avós e pais fizeram? -
Afinal a família está rica - deu certo até agora! 
Pouco importa se são qualificados e competentes em Gestão Pública.
Não podemos generalizar, acusando de incompetentes toda a geração de Cidadãos
decentes que exerceram funções públicas em nosso País - há honrosas excessões.
Há algumas poucas "famílias" de Políticos, Juristas e Funcionários Públicos que
transmitem o conceito de honradez para toda a sua Geração.
Mas na maior parte das vezes, o que se vê é o corporativismo, a falta de empenho, a falta
de pessoal qualificado para atender às necessidades do povo, "porque ainda estamos em 
Processo de contratação...". O mesmo se pode dizer da dificuldade para adquirir veículos
e equipamentos modernos para a Polícia, para o Setor de Saúde, para o Policiamento das
Fronteiras, para o Setor de Transportes e Vias e a modernização do Sistema de Informações
em geral.
Em todos os casos, a desculpa é a mesma: - "estamos em fase de pré-licitação (ou da própria
 Licitação), a Empreiteira não cumpriu o Contrato e vamos começar tudo de novo", etc.etc.
Para quem está comandando essas estruturas de Poder desgastadas pelo tempo, está tudo
bem: - serviço público é assim mesmo...
Mas como esperar que a população não perceba esses descaminhos e não queira reagir?
Em junho passado, até chegamos a sonhar com um despertar da Classe Política
do Brasil: - esperávamos reuniões nos bairros, nas cidades, nos Sindicatos, promovidas
pelos Partidos Políticos e até pela Presidência da República - daí poderia ter surgido um
questionário bem amplo para uma Consulta Popular. Então o Parlamento e o Judiciário
teriam uma Base para propor uma reengenharia para todo o País - faxina geral!
Mas nada aconteceu; houve alguns discursos, algumas ações da Polícia, mas nada mudou:
- somos o mesmo País atrasado, que escolhe gastar (até agora) mais de 9 bilhões com a
Copa do Mundo, mas não tem dinheiro para consertar uma ponte que caiu com as chuvas,
não tem dinheiro para construir escolas, nem equipar hospitais ou pagar dignamente policiais
e profissionais da saúde e da educação.
Só cabe perguntar: - que é, de fato, responsável por essa "bagunça geral" que se instalou no Brasil?
Os que não têm nada a perder, já invadiram as ruas, avenidas, praças e até a Sede do Governo
Central. Estão sendo recebidos como cidadãos - com direitos iguais aos que ficam em casa ou no
trabalho, preferem não causar tumulto, respeitam as Leis e esperam que as coisas melhorem após
as eleições de outubro próximo.
Nós cidadãos que queremos um Brasil melhor para nossos filhos e netos precisamos agir do modo
que for mais eficiente e seguro. As Eleições são nossa única opção para acabar com essa bagunça
generalizada.  Não podemos votar nessa turma que está no Poder há séculos e nem tem ideia do
que fazer para que nosso País entre na trilha do sucesso: - eles só conhecem a cartilha (o manual)
que sua família tem usado desde o século passado.
Há modelos eficientes de Gestão Pública no mundo todo; mas para conhecê-los, estudá-los e
adotá-los é preciso humildade e atitude pró-ativa.  Essas qualidades não podem ser encontradas
nos possíveis candidatos que comandam nosso País (eles só querem a reeleição).
Mais que isso, o senso ético de que  o trabalho público não pode ser usado para enriquecimento
pessoal, é uma qualidade "sine qua non" , só encontrada em pessoas de caráter nobre: 
- é preciso encontrá-las e elegê-las!
Conhece alguém com esse perfil? Então coloque-o na dança - incentive, apóie e eleja!
Só então, talvez, o Brasil se torne um País sério - a partir da seriedade com que irá tratar seus
próprios cidadãos. Afinal, essa bagunça já cansou!
Precisamos honrar a legenda da nossa Bandeira Nacional: - "ORDEM  E  PROGRESSO"!










terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PARA OS QUE ACREDITAM


Desta vez estou me dirigindo a todos os brasileiros, que como eu, já perceberam que nosso País
vai de mal a pior.
Temos enfrentado extrema dificuldade com a criminosidade violenta, que abriga e encoraja os
crimes dos menores infringentes, os quais voltam para as ruas, pouco tempo depois de apanhados.
O País está à mercê das ações da rapina dos corruptores e dos corruptos (em geral nos Postos de Comando).
Também assistimos passivamente os descaminhos de um Governo que "optou" pelas ações que destinam nosso dinheiros a "estimular" a pobreza e à vida mediante esmolas, daqueles que não
sentem  nenhum estímulo ao trabalho duro.
Para os que trabalham - de verdade - não há "pacotes de bondade", não há investimentos nos
Serviços de Saúde, não há segurança, não há Escolas e Creches disponíveis e suficientes.
Além disso. grande parte dos nossos Políticos é despreparada e não consegue romper a barreira histórica da ineficiência de "Leis utópicas" - as poucas que são capazes de propor.
Como se não bastasse, as mídias em geral, promovem todos os comportamentos sexuais avessos
 à orientação de Deus (chegam a destruir a imagem e reputação daqueles que ousam manifestar opiniões contrárias). Isto não se refere, exclusivamente aos movimentos homossexuais, mas principalmente ao incentivo precoce do sexo para crianças pequenas e adolescentes, através das programações da TV, internet e, - pasmem! - até do Ministério da Educação e Cultura.

Este quadro de descaminhos exige de nós uma estratégia que pode mudar o panorama, se nós,
cristãos, fizermos a nossa parte.
Por isto, como cidadã brasileira cristã, faço este apelo a todos os que acreditam no Deus Único
e Verdadeiro, para que assumam um compromisso de ORAR por nossa Nação - todos os dias - 
e convocar para essa missão todas as pessoas de seus relacionamentos.
A Palavra de Deus está repleta de textos que nos estimulam a agir desse modo:

" O meu Povo está sendo destruído porque lhe falta Conhecimento" (Os 4:6).

" Se o meu Povo, que se chama pelo Meu Nome, se humilhar e orar, e buscar a Minha Face, e se afastar dos seus maus caminhos, eu ouvirei dos céus, perdoarei o seu pecado e SARAREI a sua
terra". 2 Cron. 7:14).

" Destruímos argumentos e toda a pretensão que se levanta contra o Conhecimento de Deus, e
levamos "cativo" todo o pensamento, para torná-lo obediente a Cristo" ( 2Cor. 10:5)

" Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam todo o mal com o bem"(Rom. 12:21)

Se você. como eu, crê no Poder de Deus para mudar nosso País, terra que Ele abençoou, junte-se!
Compartilhe! E ORE! Construa uma tabela de horários diários e exequíveis, use seu smarthphone,
faça acontecer - mas comece agora!
P.S. - Seja exemplo de um cristão autêntico!




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

E A MÉDICA CUBANA, HEIN?

Desde que foi anunciada a contratação de médicos cubanos aqui no Brasil, muitos de nós, brasileiros, torcemos o nariz: - é que as condições de contratação (pelo menos aquelas que foram divulgadas) soavam injustas. Mais pareciam ser uma manobra para mandar nosso suado dinheirinho para outro País (só por afinação ideológica), do que resolver o problema da Saúde aqui no Brasil.
A propaganda do Governo Federal era tão comovente, tão sedutora que nos deixou alertas.
Este nosso sentimento interior mostrou-se justificado: - por estes dias, uma médica cubana, a Dra.
Ramona Rodrigues, tão logo começou a inteirar-se da situação onde se metera, percebeu quão injusta era a destinação do produto do seu trabalho, e botou a boca no trombone.
Ela recebia menos de 400 dólares por mês e o restante dos 10 mil reais contratados, era remetida
aos cofres dos irmãos Castro, em Cuba.
Fez a denúncia aos partidos políticos de oposição, sob cujo manto está provisoriamente abrigada,
com base nas Leis Brasileiras. (Parece que deseja ir para os EUA - lá estaria mais segura?)
Os sociólogos entrevistados falam em "regime de escravidão ideológica"!  Palavras difíceis e fortes.
Segundo um Procurador do MPT, "efetivamente o tratamento que os cubanos estão recebendo viola 
o Código de Práticas de Recrutamento Internacional de Profissionais de Saúde, que é da OMS".
Penso que esses médicos de Cuba foram atraídos pela perspectiva de um trabalho digno num País como o Brasil, longe das mazelas de sua própria terra. Agora, passados poucos meses de sua contratação, caiu a ficha e perceberam que tudo não passou de um engodo: - continuam em situação de pobreza, escravizados que são pelo medo de reagir e saber que seus familiares em Cuba certamente serão punidos por tal atitude.
Essa Dra.Ramona resolveu se expor - não conhecemos a situação de seus familiares em Cuba. 
Talvez outros colegas sejam ousados para se juntar à ela (e sofrer as consequências...)
Pelo menos o Conselho de Medicina resolveu apoiar "esta" médica. 
Mas o ponto principal é o equivocado uso do Poder Central no Brasil, para fazer acordos sem ética, sem respeito aos direitos humanos, apesar de, por ironia, este nosso Governo atual se dizer Partido dos "trabalhadores"!
É que em Cuba não há nenhum respeito pelos trabalhadores: - lá só se respeita a "ideologia comunista - ultrapassada e egoísta", que só beneficia quem está no Comando.
Lamentavelmente, o Governo Brasileiro não consegue se libertar desse viés ideológico socialista, comprovadamente danoso ao interesse dos cidadãos comuns, e continua a "premiar seus companheiros" com o dinheiro que não sai de seu bolso: - é fruto dos altos impostos que nós, trabalhadores brasileiros, pagamos.
De todo modo, essa é uma questão muito sensível que precisa ser examinada sob holofotes e lupas: - qual é a proposta dos Candidatos à Presidência do Brasil em outubro, a respeito desse tema?
Muito já se disse, e não custa repetir: - além de mais médicos (competentes), o Sistema de Saúde Brasileiro precisa de equipamentos, estrutura, adequação inteligente e, acima de tudo, Gestão Profissional - fora disso, não há remédio - não tem cura!
Poderá a Presidência da República corrigir esse erro crasso? Haverá coragem política para renegociar esse acordo "político-ideológico" com a dinastia Castro, e firmar contratos decentes para esses cidadãos cubanos, tão carentes de esperança, muito mais do que de benefícios financeiros?
Seja como for, este será mais um ponto a compor o perfil do vencedor das eleições de outubro próximo.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

NÃO FOI INTELIGENTE

Ora vejam só - o Dr. Henrique Pizzollato, um cidadão com formação cultural superior, indicado que
foi para o cargo de Diretor de Marketing do Banco do Brasil, usou seu Cargo importante, sua
"inteligência" e seu tempo para desviar cerca de 70 milhões de reais, com o objetivo de financiar
a campanha política de seu partido - o PT.  Estava em curso o esquema conhecido como Mensalão.
Certamente ele não era a pessoa certa para ocupar um Posto de tanta relevância, de vez que o Banco do Brasil é (até prova em contrário) uma Instituição Privada e deve explicações a seus acionistas:- o Pizzolato ganhou o cargo de Diretor por ser filiado ao PT - simples assim.
(Há centenas de cidadãos brasileiros, com excelência em Gestão, fora dos quadros partidários, que poderiam exercer essa função com maiores vantagens para o Banco do Brasil e seus acionistas.)  
Ele parecia ser um cara bem resolvido, bem falante, com acesso aos Gabinetes, e até detentor de cidadania italiana - gente fina...  Difícil imaginar como uma pessoa assim, podia ter afinidades com o partido que "a priori" tinha a pretensão de representar e defender os pobres trabalhadores...
Duvido que o Dr. Pizzolato tivesse qualquer ideal socialista: - ele mais parece um oportunista que, estando acima da média da massa popular, encontrou um caminho "mais fácil e rápido" para chegar à fortuna. Não conhece a situação de penúria dos pobres de verdade - não está ao lado do povo - não é um trabalhador!  Ele foi condenado como criminoso pela Justiça Brasileira.
Ainda assim, apostou em aliar-se a um grupo de pessoas que, estando no Comando da Nação, resolveu usar toda a sua "esperteza" para ganhar o jogo das eleições mediante fraude e atos de ilegalidade. 
Sua opção pelo crime de corrupção e peculato foi mais forte e determinante do que seu nível cultural e sua confortável situação financeira - não tinha senso de ética e nem valores: 
- o enriquecimento ilícito foi seu objetivo principal.
Ele pensou estar sendo esperto também, quando há cinco anos, ao saber das primeiras denúncias sobre o Mensalão, começou a preparar cuidadosamente sua fuga para a sua segunda Pátria: - a Itália. Providenciou os documentos básicos para tirar um Passaporte Brasileiro falso e, ato contínuo, alcançou o status que mais lhe importava: - a cidadania italiana, através de outro Passaporte, também falso. A essa altura, deve ter se congratulado por uma saída lenta, trabalhosa, mas fruto de uma mente "brilhante": - ufa! - agora estava a salvo.
Mas foi apanhado pela Polícia na Itália, justamente pelo crime de falsa identidade!  Pelo menos lhe resta o consolo de ficar preso num País do 1º Mundo: - sua condição de cidadão italiano pode funcionar como uma blindagem, que deverá protegê-lo das deploráveis condições das cadeias brasileiras; elas são péssimas porque seu Partido, há mais de 11 anos no Poder, fez muito pouco para torná-las habitáveis e estruturadas para reabilitar os prisioneiros passíveis de recuperação.
É bem possível que a Itália não concorde em extraditá-lo para o Brasil.
A meu ver, bem que poderia ficar por lá, preso às custas do Governo Italiano: - seria um criminoso a menos para onerar os cofres públicos daqui com mais Processos, mais Julgamentos e, se for o caso, mais gastos com uma prisão "especial".
Para nós, cidadãos brasileiros, resta uma sensação de provável impunidade, de uma aplicação diferente da "Lei", neste caso em que o criminoso usava colarinho branco.
Mas não dá para negar que o crime sempre é um ato de burrice.
Não importa o fato de se ter mais ou menos "estudo", ter ou não dinheiro, morar em bairro de luxo ou numa favela. Mesmo que tudo dê certo por algum tempo, um dia a casa cai, e a punição chega para todos os que praticam crimes: - negar obediência ao modelo de trabalho com honestidade que Deus ordenou à toda a humanidade é pura falta de bom senso.
A prova disso são o Pizzolato, o Juiz Nicolau, o Demóstenes - hoje expostos aos ridículo - e também os grandes traficantes de drogas, que no início de sua atividade criminosa provavelmente eram muito pobres e incultos, e agora, se não estão no cemitério, estão atrás das grades.
Estão equivocados os que dizem que só a educação resolverá os problemas do Brasil. 
Além da educação, precisamos urgentemente de princípios, valores e senso de ética; e estes só são encontrados nos Mandamentos de Deus, que estão muito claros na Bíblia. Todos os que se guiam por esses Princípios alcançam uma condição de vida tranquila e relevante, embora nem sempre com fortuna. Mas a fortuna não valeu de nada para essa turma quando foram descobertos e punidos.
Para todos eles vale o ditado antigo da Polícia: - o crime não compensa!
E me permito um acréscimo: - o crime é burro!


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PODIA TER DADO CERTO...


Confesso que apostei e votei numa Presidente-mulher para que o Brasil desse certo.
Afinal, tratava-se de uma mulher culta, que participou da Política Central do Governo anterior e viu de perto tudo o que não estava funcionando bem. Além disso parecia ser pragmática e objetiva.
Teria dado certo se a Presidente tivesse se recusado, desde o 1º dia a negociar cargos para obter apoio no Congresso Nacional: - ela teria sido apoiada por todos os brasileiros, e os Políticos teriam que se adaptar a um modelo mais moderno de Gestão. Ela teria sido uma Estadista.
Teria dado certo, se a Presidente, sendo mãe, soubesse que os jovens adolescentes precisam aprender o valor do trabalho, da vitória através do esforço pessoal.
Ao considerar o "menor-infrator" como "incapaz" para assumir responsabilidades e deveres , mas "merecedor" de todos os direitos,  o Governo baseia e orienta suas ações num "conceito" nunca comprovado, que abriu um leque de opções para os criminosos de plantão, pessoas de baixo (ou alto) nível cultural, uma vez que pobreza ou idade não são desculpa para a maldade humana, e o nível de escolaridade não garante honestidade ou boas intenções.
Teria dado certo se, reconhecendo a desigualdade social, o Governo pusesse em prática aquele ditado antigo: - "é melhor ensinar a pescar, do que doar um peixinho todo dia...".
O que os Países sérios fazem é ajudar as famílias carentes, por um tempo determinado, fornecer-lhes "ferramentas" para que elas possam sair da situação de extrema pobreza e virar o jogo - tornar-se produtivas e independentes.
Teria dado certo, se a equipe da Presidência estivesse mais atenta aos possíveis atos de corrupção.
Em geral, a Imprensa ou o Ministério Público denunciam esses crimes que ocorrem em quase todos os organismos da Administração Pública; alguns poucos corruptos são punidos (quase nenhum corruptor), mas os danos financeiros que os atos de corrupção produzem, demoram muito a ser corrigidos - no mais das vezes, o dinheiro roubado nunca volta para os cofres públicos.
Teria dado certo se o Governo Federal garantisse pessoal qualificado (e suficiente), assim como uma Estrutura Administrativa adequada ao Poder Judiciário como um todo - até para os Tribunais e Juizados das pequenas cidades. Teríamos maior celeridade e eficiência nas decisões judiciais, mesmo com a exagerada opção de recursos protelatórios, permitidos de forma legal.
Teria dado certo se o Poder Executivo fosse tão forte, a ponto de exigir que nossos Legisladores - Vereadores, Deputados e Senadores - se empenhassem de forma mais eficiente para "pensar" e formular Projetos de Leis necessários e adequados às necessidades de um País em transformação.
Teria dado certo se a Presidente tivesse uma equipe menor e mais qualificada para Governar.
O excesso de Ministérios produz um caos organizado, que favorece a ação dos que se abrigam no Poder para "se dar bem" - é gente demais para conciliar, conhecer e exigir coerência e produtividade.
Teria dado certo se as Políticas Públicas tivessem como foco a estruturação das cidades, das rodovias e ferrovias, portos, aeroportos, escolas, hospitais, aparelhamento da Segurança Pública, a Excelência da Ciência e Pesquisa.
Seria incoerente culpar a Presidente por todos esses descaminhos que vemos acontecer a cada dia; mas também não dá para considerá-la isenta, já que ela é a Autoridade Maior do País.
Mas, sendo o País do Futuro, o Brasil tinha (e ainda tem) tudo para dar certo...
Precisamos de um novo modelo de Gestão mais eficiente e moderno, a ser implantado no próximo Governo.
De cada eleitor espera-se que conheça os candidatos, exerça influência nos seus relacionamentos, para discutir um Brasil melhor para os brasileiros, vote direito, e cobre resultados dos eleitos.
Então, teremos um Brasil que dá certo.  

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

BABÁ ELETRÔNICA

Há muitos anos temos ouvido argumentos prós e contrários na questão das entretenimentos virtuais dos quais nossas crianças gostam tanto. 
Quando minhas 3 filhas eram pequenas, costumavam assistir os programas do Daniel Azulay: - eram muito criativos e as meninas e seus amiguinhos adoravam.
Hoje os tempos são outros: - os programas infantis da TV contém cenas (e aulas) de violência, e os pais conscientes preferem que seus filhos brinquem com os tablets, seus filmes preferidos, os joguinhos do smarthphone - pelo menos dá para exercer algum tipo de controle.
Dia desses, ouvi um Pedagogo-Psicólogo que alertava para alguns aspectos aos quais os pais devem estar atentos. Disse que quando as crianças ficam muito tempo  "ligadas" nestes brinquedinhos eletrônicos, podem, na sua inocência, substituir a vida real pelo mundo virtual: - aquele que não traz consequências, não ensina deveres e responsabilidades - desliga num simples toque...
As crianças que ficam o tempo todo "plugadas", costumam se ausentar do que está acontecendo ao seu redor: - preferem o conforto dos conteúdos que já conhecem e dominam - e ficam sozinhas.
Elas assimilam os comportamentos, a linguagem e as atitudes de seus personagens favoritos, os quais podem não ser o melhor modelo de vida para elas.
O Especialista finalizou sua fala dizendo que "em alguns momentos de seu dia, é bom que as crianças fiquem sem nada para fazer - sentindo tédio - porque esse é o motor da imaginação"; quando ela não tiver à sua disposição nenhum brinquedinho que funcione com um simples toque, irá inventar alguma coisa para fazer, dando asas à sua criatividade natural!
Todos os que, como eu, nasceram no século passado, sabem como isso funciona: - as crianças faziam seus próprios brinquedos e achavam muito divertido.
Contudo, essas babás eletrônicas podem ser muito eficientes para potencializar as habilidades mentais das crianças, pois exigem atenção para aprender a usar as ferramentas da mais moderna tecnologia, com agilidade. Essas habilidades serão necessárias em seu futuro próximo.
O ideal é que pais e responsáveis procurem evitar a massificação: - quando todas as crianças aprendem e brincam com os mesmos jogos e assistem   os mesmos conteúdos,  padronizam uma mesma linguagem. 
Também é preciso verificar a autoria (intenção?) dos conteúdos dos filmes e joguinhos: -  podem ter sido criados por pessoas com valores opostos aos dos pais da criança, com propósitos escusos e indesejados.
A maioria dos pais e avós "corujas" da atualidade, consideram que a "sua" criança é muito mais inteligente que todos as outras. É que, com algum aparelhinho desses nas mãos, elas dão um banho de tecnologia em quase todos os pais e avós...
Mas sabemos que, mesmo sem os tablets, os smarthphones, e todos os demais equipamentos virtuais, as Civilizações sempre puderam contar com a contribuição de indivíduos "geniais" ou, no mínimo, muito inteligentes, que foram responsáveis pela "criação" de objetos, fórmulas, conceitos e teorias, ou mesmo maneiras de tornar a vida mais segura, saudável e até mesmo feliz.
Creio que podemos tirar o melhor das duas coisas: - permitir que as crianças se divirtam com essas babás eletrônicas, com equilíbrio. Mas que também lhes seja reservado um tempo para o ócio saudável - aquele tempo em que a imaginação cria asas. 
Então elas poderão desenvolver seu raciocínio a partir da observação, criar a partir do nada e poder ficar felizes mesmo se faltar a energia elétrica (ou uma bateria reserva...)!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GASTANÇA NO EXTERIOR

Confesso que fiquei envergonhada ao saber que "o Brasil gastou sua poupança na Disney".
A declaração foi feita por um brilhante economista brasileiro, Dr.Paulo Leme, Chairman do Banco Goldman Sachs no Brasil - (anteriormente ele foi economista sênior do FMI).
Sua fala teve como foco a macro-economia no Brasil, (de responsabilidade do Governo Federal) e não a simples poupança do cidadão comum.
Mesmo assim, é forçoso trazer o assunto para o ramo doméstico: - o gasto das famílias em geral.
Parece que o cidadão brasileiro individualmente, "ouviu dizer que agora já não somos um País tão pobre", e resolveu gastar, financiar, realizar todos os sonhos de uma vez só.  
Assim, a compra dos pacotes de viagens para as diversões na Disney e as inevitáveis compras em Miami são obrigatórias.  Pensar na conta dos cartões de crédito ficou para "mais tarde" e muitos mergulharam na onda do "mais fácil - todo mundo está fazendo... deve estar certo"...
O Governo Federal, no rastro dos Governos de Países do 1º Mundo, também usa muito mal os recursos do nosso País: - a fim de periodicamente "cria" novas estruturas administrativas (o que inclui altos salários), "cria" novas formas de distribuir "pacotes de bondade" (agora até para outros Países), ao invés de construir escolas, hospitais e obras de infra-estrutura para o transporte, além de outras necessidades do cidadão em geral. Esse é um péssimo exemplo para o povo desavisado, que também resolveu gastar: - de modo irresponsável, na maior parte das vezes.
Não são só as viagens financiadas a perder de vista: - já passamos pela fase das vendas exageradas de veículos com isenção do IPI, dos produtos da chamada linha branca, e agora estamos na "febre" da aquisição da casa própria.
Os banqueiros nada têm a reclamar: - o dinheiro está entrando em seus cofres aos baldes, sob forma de juros, taxas, seguros e tudo o mais que é cobrado nesses financiamentos, a perder de vista.
Por seu lado, as famílias estão com a renda totalmente comprometida; não há uma poupança mínima para qualquer emergência - gastamos mal, seguindo o exemplo do Governo. 
Não tenho nada contra viajar para o exterior, nem comprar a casa própria, nem um carro novo. Quem pode pagar por uma viagem ao exterior, deve fazê-lo o quanto antes, porque o conhecimento de outras culturas abre os nossos olhos e nos dá perspectivas muito mais enriquecedoras.
Uma viagem para outro País até contribui para o senso de cidadania, pois nos permite comparar o modo de vida dos cidadãos de Países de 1º Mundo com o que temos aqui no Brasil - constatamos viabilidades e providências que certamente poderiam elevar o nível de qualidade de vida do cidadão brasileiro.
Tudo isso é muito bom, desde que tenhamos recursos para pagar, sem mais endividamento.
Voltando às contas públicas, os especialistas alertam para uma possível volta da inflação (após as eleições de outubro...) e todos os brasileiros que já passaram por isso, ficam com as orelhas em pé.
A receita dos economistas sérios é gastar menos e poupar, mesmo que seja só uma pequena parte do salário; mas para fazer isso, é preciso ver além do discurso dos nossos Governantes - todos os candidatos, em busca do voto, fazem análises e promessas que nada têm a ver com a realidade possível.
Tempos difíceis estão atingindo a maioria dos Países do Mundo - seus Líderes e cidadãos pensaram que o dinheiro nunca iria acabar e gastaram irresponsavelmente: - o resultado é que o dinheiro acabou e o povo empobreceu rapidamente. A principal consequência tem sido o desemprego, que atinge a maioria da população - da classe "média" para baixo.
Com esse horizonte à vista, tendo o tipo de administradores públicos que proliferam no Brasil, é duvidoso imaginar que conosco diferente. Melhor ouvir os economistas! Ir à Disney pode esperar!




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sábado, 25 de janeiro de 2014

VOCÊ JÁ FOI Á SUÉCIA?

Que pena que não estamos na Suécia! É verdade que o clima de lá é muito gelado, morar lá custa muito caro, o tipo de lazer que eles gostam é bem mais refinado que o nosso...(precisaríamos de uma volta aos livros) - mas dá uma vontade de morar lá...
Olha isto: - numa votação "democrática", os cidadãos e principais Líderes da Suécia disseram que
não querem sediar os Jogos Olímpicos de 2022 - eles concluíram que o País (que já é quase perfeito)
tem prioridades que precisam ser atendidas, ao invés de "especular com o dinheiro público"!
Entenderam que sediar os Jogos Olímpicos não irá trazer benefícios reais ao seu País!
Dá para sequer imaginar tanto bom senso, da parte de "todas as autoridades"?
Será que esse é o motivo de serem um País tão desenvolvido??????
Até parece que por lá, as donas de casa ensinam seus maridos a escolher o que é melhor para o orçamento da Nação - sim, porque as donas de casa (quase todas...) sabem fazer as contas ; elas sabem exatamente quando é preciso deixar de gastar em supérfluos, porque o dinheiro está curto (nada contra os homens que têm cérebro e também sabem cuidar do orçamento!).
Que pena para nós, brasileiros, que "escolhemos" Governantes que não estudaram na Suécia: 
- os nossos Governantes só conhecem a velha receita romana de "pão e circo". 
Nosso País está gastando o dinheiro que não temos, com obras de estádios de futebol que poucos brasileiros irão sequer visitar, além dos custos que estão rolando com Olimpíadas em 2016 - pura irresponsabilidade!
Vai faltar (já está faltando) dinheiro para construir rodovias, moradias, hospitais, ferrovias, pagar de modo decente os professores, pessoal da saúde e policiais, além de tantas outras "prioridades do povão".
Acontece que nossos políticos são especialistas em desviar o foco das tais prioridades:
- o povo se contenta com qualquer "festa", qualquer futebol, qualquer carnaval...
Mas as belas e caríssimas Festas de Inauguração e Encerramento para ambos os eventos irão acontecer; não estaremos lá, mas cada um de nós vai pagar a fatura. 
É certo que todos os Políticos (com toda os familiares) estarão lá, com os belos(?) dentes à mostra, tirando belas (?) fotos para colocar na parede de suas mansões.
Ainda bem que, a julgar pelo desempenho nos preparativos, nunca mais seremos convidados a sediar evento como esses. Mas que dá uma inveja dos cidadãos suecos - ah! lá isso dá mesmo!





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CRACOLÂNDIA MUITO CHIQUE!

Até pouco tempo atrás, sempre ouvíamos más notícias sobre as cracolândias de São Paulo e do Rio.
Contudo, vimos no noticiário da manhã de hoje, uma cracolândia muito bem instalada: - em frente à Biblioteca Nacional de Brasília - localizada na mesma Avenida onde estão os Ministérios e até o Palácio do Planalto - um endereço muito chique e importante!
O que surpreende é a indignação dos apresentadores da notícia: - disseram que a cena era uma "afronta" à Biblioteca Nacional, que era inaceitável, "alguém devia fazer alguma coisa"...
Mas o que há para fazer, de verdade?
Esses jovens infelizes, à margem da vida, aprenderam a usar drogas na própria casa! 
Se não foi por ver o mau exemplo de algum familiar, foi aprendendo todas as técnicas que as novelas e os programas de notícias policiais ensinam.
As mesmas Emissoras que, com alarde, repudiam as tais cracolândias, fazem "propaganda" do uso de drogas através das novelas e filmes nacionais: - literalmente ensinam como usar. 
A meninada, criada sem limites, está ávida por cenas fortes e chocantes - assiste a tudo indiscriminadamente. Desde muito cedo, as crianças acompanham as cenas de filhos que desrespeitam os pais e avós, roubam objetos de dentro de casa para comprar as drogas e manter o vício. Observam como agem os menores infratores que são usados como intermediários dos traficantes, e descobrem que a Lei Brasileira diz que aos "menores" tudo é permitido. 
O que se pode esperar desses pequenos "aprendizes inocentes"?  É evidente que um assunto tão badalado, e com tanto espaço na programação, irá despertar seu interesse. 
Tão logo adquiram a liberdade de andar sozinhos, se não forem abordados por um traficante, irão procurá-lo; e vão querer experimentar um pouquinho da droga - só uma vez... 
Afinal, o que é proibido sempre parece muito interessante... Todos sabemos como termina cada uma dessas histórias - o vício escraviza e mata.
A desculpa dos canais de TV é que estão "abrindo uma discussão honesta sobre o tema, apenas a título de esclarecimento..." - por isso, quase todas as novelas têm um ou mais personagens que usam drogas.Os noticiários policiais também se justificam dizendo que "não criam os fatos, apenas mostram o que está nas ruas..."
Para mim, mais parece uma ação mal intencionada ou, no mínimo, de pessoas muito irresponsáveis. É desonesto mostrar indignação com a cracolândia, quando se sabe que nas festas chiques a droga rola solta. Que história é essa de se incomodar apenas porque os infelizes viciados estão invadindo um espaço público importante? Seria menos ruim se essa mesma turma fosse para o ponto mais distante de uma favela?  
Se apenas uma Emissora mostrasse, através de uma novela, os efeitos do uso de drogas em uma pessoa jovem, em fase terminal de vida, creio que isso, sim, poderia ser educativo e preventivo. 
Só que esse tipo de programação não dá Ibope - a maioria das pessoas prefere cenas mais fortes...
Então, num efeito manada, a maioria das famílias continua a abrir a sala de TV para os "ensinamentos" das novelas, sobre todo e qualquer comportamento nocivo e proibido, que num primeiro momento pode parecer legal, mas vai resultar em sofrimento e morte.
E as crianças continuam aprendendo: - e vão colocar em prática, tão logo se sintam independentes.
E depois, alguém muito ousado, pergunta: - como foi aparecer essa cracolândia logo aqui?

sábado, 18 de janeiro de 2014

VAMOS AO SHOPPING?

Frequentar os Shoppings Centers, para um passeio, um lanche ou almoço, 
até um cineminha, tem sido, por muitos anos, um programa habitual 
para os brasileiros. 
Fica tudo mais fácil quando conseguimos encontrar, num mesmo lugar, 
tudo o que precisamos, além do estacionamento seguro.
Pois é - mas isso foi até agora: - nos últimos dias as coisas estão mudando.
É que começou uma nova onda chamada "rolezinho", que através de uma convocação pelas redes sociais, simplesmente agrupa, em poucos minutos, uma grande quantidade de jovens (pode passar de 1000 jovens, a maioria 
vinda de áreas mais pobres das cidades). 
Esses grupos invadem os corredores dos shoppings com muito barulho, depredam lixeiras e até algumas vitrines, e a tranquilidade dos 
frequentadores e dos proprietários das lojas vai 
por água abaixo. Os psicólogos chamam de "efeito manada": - ninguém age individualmente; todos seguem o líder, e atos delituosos e individuais, que seriam considerados criminosos, ficam travestidos de "atos de protesto".
Como se trata de jovens com pouca disposição para estudar e fazer algo 
para garantir seu próprio futuro, eles têm tempo livre a qualquer dia e 
qualquer hora - nada mais natural que escolham os Shoppings como um 
excelente lugar para reunir uma galera grande, sem consequência, simplesmente para estar juntos. 
Veja o que disse um desses adolescentes (que não deve  ter frequentado as aulas de português...), tentando justificar o movimento: - "eu quero organizar esse evento para apenas juntar a galera, "se" conhecer e fazer novas amizades, não quero promover arrastão ou briga... não "tô" fazendo esse evento para atrasar lado de ninguém"...


Alguns críticos, descompromissados, buscam teorias que tentam uma justificativa, dizendo que "faltam áreas de lazer para os pobres e negros". 
Se isso for mesmo verdade, como explicar o fato de que alguns organizadores desses eventos sejam os mesmos que, segundo fontes policiais, participaram dos protestos que invadiram as ruas das grandes cidades do País, em meados do ano passado? 
Pelo que sabíamos até agora, aqueles atos de protesto não tinham nada a ver com a cor da pele: - eles diziam lutar pelo fim da corrupção, pelo fim dos custos elevados do transporte público, etc.
Além disso, a maioria era de classe média - não importa se classe B ou C.
Uma educadora brasileira que trabalha no 1º Mundo, disse que "o grande significado do rolezinho é que os jovens da periferia querem "pertencer" à sociedade de consumo; não questioná-la".
Até onde se pode entender, fazer parte da sociedade de consumo significa, para a maioria das pessoas, trabalhar, ralar e economizar para realizar os sonhos. Até um tempo atrás, os finais de semana eram o tempo necessário e ideal para estudar e passar no Vestibular ou num Concurso Público. 
Parece claro que estar num desses rolezinhos não realiza 
"um grande sonho", para ninguém.
Curiosamente,desta vez, não estamos sós nessa situação incômoda: 
- pelo menos podemos nos solidarizar com os nova iorquinos, porque essa moda também já acontece lá há um bom tempo: 
- são chamados de flash-mobs; com frequência terminam em confrontos 
com a polícia.
Nessas questões que envolvem jovens, pobreza e preconceitos, em oposição aos excessivos luxos nos grandes shoppings, surge uma infinidade de "especialistas em qualquer assunto", todos com a opinião mais "adequada" (são tantas...).
Para um psicólogo, trata-se de um grupo de jovens que se sente à margem da vida, e quer lutar pelo Poder.
Outro sociólogo disse que os jovens são vítimas de preconceito e precisam de áreas de lazer na sua comunidade.
Alguns educadores afirmam que se esses adolescentes estivessem na escola, em período integral, não teriam tempo para promover esse tipo de evento. Será???
Os economistas defendem a ideia do emprego para esses jovens - assim tão logo alcancem a independência financeira, poderão frequentar os ambientes dos ricos, e mais que isso, poderão "consumir" de cabeça erguida.
Para os Governantes e proprietários de shoppings trata-se de uma dor de cabeça, das grandes.
Ainda não consegui perceber como é que podem "conhecer pessoas e fazer amigos" nesse tipo de evento; dá para conversar no meio de tanta confusão. 
E fazer amigos?
É inegável que os jovens (pobres ou não) precisam de um Grupo, do qual façam parte, seja para expressar sua opinião, trocar ideias, ou simplesmente conhecer pessoas: - os meus tempos de jovem ainda estão bem vívidos na minha memória. Eu participei de excelentes Grupos.
Mas agora sinto falta dos espaços limpos, tranquilos e seguros  dos shoppings: 
- onde era possível encontrar amigos para um café, uma pizza, ver um bom filme, ou simplesmente ver as vitrines.
Será que esse tempo já passou?  Ficaremos todos privados de mais essa forma de lazer? Em benefício de quê, ou de quem? 
Eu, cidadã comum, com os mesmo direitos de ricos e pobres, espero que o bom senso predomine e que a liberdade de alguns não elimine o direito dos outros 
- afinal, esse é um caminho perigoso...
E que tal convocar um "rolê" para uma boa sessão de estudo, leitura e conversação? Ajuda nas provas do Enem, e posso garantir que aqueles que seguirem por esse caminho, logo estarão frequentando e "consumindo" no melhores shoppings, alem de ter assegurado um futuro digno - e estarão ajudando o Brasil.