sábado, 18 de janeiro de 2014

VAMOS AO SHOPPING?

Frequentar os Shoppings Centers, para um passeio, um lanche ou almoço, 
até um cineminha, tem sido, por muitos anos, um programa habitual 
para os brasileiros. 
Fica tudo mais fácil quando conseguimos encontrar, num mesmo lugar, 
tudo o que precisamos, além do estacionamento seguro.
Pois é - mas isso foi até agora: - nos últimos dias as coisas estão mudando.
É que começou uma nova onda chamada "rolezinho", que através de uma convocação pelas redes sociais, simplesmente agrupa, em poucos minutos, uma grande quantidade de jovens (pode passar de 1000 jovens, a maioria 
vinda de áreas mais pobres das cidades). 
Esses grupos invadem os corredores dos shoppings com muito barulho, depredam lixeiras e até algumas vitrines, e a tranquilidade dos 
frequentadores e dos proprietários das lojas vai 
por água abaixo. Os psicólogos chamam de "efeito manada": - ninguém age individualmente; todos seguem o líder, e atos delituosos e individuais, que seriam considerados criminosos, ficam travestidos de "atos de protesto".
Como se trata de jovens com pouca disposição para estudar e fazer algo 
para garantir seu próprio futuro, eles têm tempo livre a qualquer dia e 
qualquer hora - nada mais natural que escolham os Shoppings como um 
excelente lugar para reunir uma galera grande, sem consequência, simplesmente para estar juntos. 
Veja o que disse um desses adolescentes (que não deve  ter frequentado as aulas de português...), tentando justificar o movimento: - "eu quero organizar esse evento para apenas juntar a galera, "se" conhecer e fazer novas amizades, não quero promover arrastão ou briga... não "tô" fazendo esse evento para atrasar lado de ninguém"...


Alguns críticos, descompromissados, buscam teorias que tentam uma justificativa, dizendo que "faltam áreas de lazer para os pobres e negros". 
Se isso for mesmo verdade, como explicar o fato de que alguns organizadores desses eventos sejam os mesmos que, segundo fontes policiais, participaram dos protestos que invadiram as ruas das grandes cidades do País, em meados do ano passado? 
Pelo que sabíamos até agora, aqueles atos de protesto não tinham nada a ver com a cor da pele: - eles diziam lutar pelo fim da corrupção, pelo fim dos custos elevados do transporte público, etc.
Além disso, a maioria era de classe média - não importa se classe B ou C.
Uma educadora brasileira que trabalha no 1º Mundo, disse que "o grande significado do rolezinho é que os jovens da periferia querem "pertencer" à sociedade de consumo; não questioná-la".
Até onde se pode entender, fazer parte da sociedade de consumo significa, para a maioria das pessoas, trabalhar, ralar e economizar para realizar os sonhos. Até um tempo atrás, os finais de semana eram o tempo necessário e ideal para estudar e passar no Vestibular ou num Concurso Público. 
Parece claro que estar num desses rolezinhos não realiza 
"um grande sonho", para ninguém.
Curiosamente,desta vez, não estamos sós nessa situação incômoda: 
- pelo menos podemos nos solidarizar com os nova iorquinos, porque essa moda também já acontece lá há um bom tempo: 
- são chamados de flash-mobs; com frequência terminam em confrontos 
com a polícia.
Nessas questões que envolvem jovens, pobreza e preconceitos, em oposição aos excessivos luxos nos grandes shoppings, surge uma infinidade de "especialistas em qualquer assunto", todos com a opinião mais "adequada" (são tantas...).
Para um psicólogo, trata-se de um grupo de jovens que se sente à margem da vida, e quer lutar pelo Poder.
Outro sociólogo disse que os jovens são vítimas de preconceito e precisam de áreas de lazer na sua comunidade.
Alguns educadores afirmam que se esses adolescentes estivessem na escola, em período integral, não teriam tempo para promover esse tipo de evento. Será???
Os economistas defendem a ideia do emprego para esses jovens - assim tão logo alcancem a independência financeira, poderão frequentar os ambientes dos ricos, e mais que isso, poderão "consumir" de cabeça erguida.
Para os Governantes e proprietários de shoppings trata-se de uma dor de cabeça, das grandes.
Ainda não consegui perceber como é que podem "conhecer pessoas e fazer amigos" nesse tipo de evento; dá para conversar no meio de tanta confusão. 
E fazer amigos?
É inegável que os jovens (pobres ou não) precisam de um Grupo, do qual façam parte, seja para expressar sua opinião, trocar ideias, ou simplesmente conhecer pessoas: - os meus tempos de jovem ainda estão bem vívidos na minha memória. Eu participei de excelentes Grupos.
Mas agora sinto falta dos espaços limpos, tranquilos e seguros  dos shoppings: 
- onde era possível encontrar amigos para um café, uma pizza, ver um bom filme, ou simplesmente ver as vitrines.
Será que esse tempo já passou?  Ficaremos todos privados de mais essa forma de lazer? Em benefício de quê, ou de quem? 
Eu, cidadã comum, com os mesmo direitos de ricos e pobres, espero que o bom senso predomine e que a liberdade de alguns não elimine o direito dos outros 
- afinal, esse é um caminho perigoso...
E que tal convocar um "rolê" para uma boa sessão de estudo, leitura e conversação? Ajuda nas provas do Enem, e posso garantir que aqueles que seguirem por esse caminho, logo estarão frequentando e "consumindo" no melhores shoppings, alem de ter assegurado um futuro digno - e estarão ajudando o Brasil. 





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

RUIM COM ELE...

Antes do início da Guerra no Iraque, há cerca de 10 anos, os Líderes Mundiais, aliados
à intervenção militar, solicitaram relatórios aos especialistas em Oriente Médio.
Queriam prognósticos, análises, previsões sobre as possíveis consequências que uma
Guerra de tão grandes proporções poderia trazer.
O que esses relatórios disseram não foi nada animador: - os mais eminentes conhecedores
da índole e do modo de viver dos povos árabes, alertavam que a Guerra poderia não ser
uma ideia tão boa assim; o que eles disseram foi: - "ruim com ele (Sadam), pior sem ele".
É que eles já anteviam as disputas pelo Poder. Tendo em vista que os "oprimidos" só
conheciam a ditadura com mão de ferro (como modo de governar), assim que "libertos"
da tirania de Sadam Hussein, eles iriam buscar vingança e fariam qualquer coisa para,
tão somente, assumir o trono deixado vago com a morte de Sadam.
Tudo o que desejavam era implantar um outro regime em nome da religião, e governar
com mão de ferro. Até agora o Iraque não foi democratizado, muito menos pacificado.
A julgar pelas notícias mais recentes, parece que a Síria caminha pela mesma trilha do Iraque.
A guerra civil naquele País, que já dura mais de dois anos, destruiu a vida da população. 
A situação fugiu ao controle, seja pelas forças do Ditador, seja pela ação dos grupos armados
denominados "rebeldes", muitos dos quais se escondem atrás da "religião", para justificar a
violência e a mortandade entre civis. Querem o Poder, a qualquer custo.
A população vive em situação de extrema pobreza há muitas décadas, e com o agravamento
das revoltas, sofre ainda mais com a matança generalizada, os bombardeios e atentados
vindos de qualquer direção. Precisam estar sempre em fuga - para qualquer lugar. 
É sintomático que os grupos de oposição, os reacionários, têm armamentos modernos e 
potentes (não se sabe exatamente quem paga por essas armas). Mas eles não têm uma fala
comum e não expressam uma oposição nacional unida e coerente.  
Em muitos momentos, parece que seu objetivo é simplesmente manter o caos.
O Ditador Bashar al-Assad afirma que há terroristas infiltrados entre os manifestantes.
Ainda assim, ele decretou o fim parcial do estado de sítio (que já durava mais de 40 anos) 
e acenou com reformas, incluídas aí as eleições parlamentares. 
O povo sírio está com sérias dúvidas sobre essas "promessas" e se mantém com um pé atrás.
Curiosamente, mesmo tendo governado o povo com mão de ferro, por tantos anos, o Ditador
Assad, nunca deixou de frequentar as Cortes dos Donos do Mundo. 
Ele posou de "gente boa" ao lado dos Governantes das Nações mais poderosas, durante
muito tempo. A população de seu País foi oprimida em todos esses anos, mas nunca ninguém 
se importou - eles sofriam calados.
Com as insurgências da Primavera Árabe que começaram em 2010 na Tunísia, parece que os
cidadãos sírios acordaram, criaram coragem e foram às ruas manifestar seu profundo
descontentamento com as ações repressoras da Dinastia Assad.
Agora, passados mais de 2 anos de enfrentamentos dos vários Grupos sectários que são
contrários às tropas de segurança do Ditador, além da presença de "soldados" da Al Qaeda,
os especialistas afirmam que as condições de vida do povo só pioraram: - há deliberada
matança de cristãos, prolifera o uso de armas químicas, já se contabilizam mais de 130 mil
mortos e cerca de 2 milhões de pessoas já fugiram do País.
As armas químicas estão sendo retiradas do País por iniciativa da ONU, que aceitou o 
oferecimento de algumas Nações "isentas", que irão se encarregar de destruí-las.
Contudo o processo é longo e não há garantia de que todo o arsenal do Governo seja, de fato,
entregue para destruição.
A luta entre as novas forças políticas pode ser cruel, mas é inevitável para que o equilíbrio 
seja estabelecido. É que os hábitos de ditadura ficam arraigados por gerações; respeitar o 
direito do outro é um aprendizado para a vida toda.
Dá para se comparar com o mecanismo de uma gangorra: 
- o equilíbrio, a igualdade entre os desiguais exige muito esforço - e leva tempo!
Assim, esperamos dessas jovens democracias muita paciência e calma.
Qualquer erro poderá abrir espaço para um ditador de ocasião, e todo o esforço e sacrifício 
do povo poderá se perder. Esta, sim, será uma perda irreparável.
Creio que o certo seria dizer: - "ruim com esse ditador da Síria, pior com qualquer outro ditador"!



sábado, 11 de janeiro de 2014

PANELAS DE PRESSÃO

Começaram, nas Grandes Lojas, as liquidações de produtos para a casa, e junto com elas voltaram as absurdas compras que causam "orgulho" a muitos brasileiros desinformados e desorientados.
Hoje foi exibida uma entrevista de uma senhora que ficou na fila desde a noite anterior e comprou várias panelas de pressão. Não consegui resistir à pergunta: - de quantas panelas de pressão uma dona de casa precisa?
A mesma pergunta pode ser feita sobre todas as compras que essas mesmas pessoas fazem, dos mesmos produtos, ano após ano.
Quantos televisores, quantos tablets, quantos notebooks, quantos smarthphones são necessários para que uma família seja mais feliz?
Parece que, talvez inconscientemente, as famílias estão buscando motivos para que cada um fique mais isolado, dentro de suas próprias casas: - queremos estar sós, mesmo no espaço familiar.
Sabemos de casas onde se  tem um aparelho de TV (bem grande) em cada aposento; onde fica o tempo para uma leitura, para um bate-papo, para uma atividade familiar?
Creio que até o tempo do sono, tão necessário à saúde, fica prejudicado.
Mais que isso, o que essas crianças fazem com os tablets, além dos joguinhos que as deixam mais "ligadas"? São uma babá eletrônica?
Não vale a desculpa de que elas ficam mais espertas: - afinal quando não tínhamos acesso a esses brinquedinhos, também havia gente esperta e muito inteligente.
É uma pena que o povo brasileiro ainda seja refém dessas propagandas tão envolventes e tão desnecessárias. Esses mesmos produtos imperdíveis que se leva para casa, já terão perdido aquele cheirinho de novo, após a 1ª semana - muito provavelmente, serão substituídos na próxima grande liquidação, em 2015. A cada ano, por esta época, as economias que poderiam ser guardadas numa poupança, com possibilidade de algum benefício real à cada família, perdem-se em menos de 1 hora.
É muito dinheiro e poderia ser usado numa viagem com a família, no investimento em algum curso de qualificação profissional para os filhos, até numa reserva para futuras emergências.
Se você conhece alguém que está caindo nesse jogo perverso, que tal um bom papo para esclarecer?
Talvez a gente consiga ajudar as pessoas com menor nível de informação e melhorar a qualidade de vida de alguma família - já terá valido a pena, como um ato de cidadania!












terça-feira, 31 de dezembro de 2013

UM NOVO ANO

De tanto ouvir falar em chegada do Ano Novo, na Festa da Virada, na Ceia (com tantas
sobras de alimentos que podem durar dias na geladeira ou no freezer), no Réveillon, nos
fogos belíssimos em todas as cidades, na roupa nova tão indispensável (cada ano de uma
cor diferente...), no champagne... estou tentando me abstrair um pouco e focar no que
realmente é significativo.
Esta será mesmo uma página em branco para mim?  Para minha vida, já com anos de estrada?
Se for isso, gostaria de fazer algumas coisas diferentes - algumas muito diferentes.
Talvez você concorde - talvez considere que seja mera pretensão - mas tenha paciência e
pense comigo:
- aquela palavra menos gentil que falei tantas vezes, por força do hábito (ou da personalidade),
   gostaria de mudar o tom - ser mais cordata, mais paciente para ouvir;
- aquela reação instintiva e grosseira, quando sou desrespeitada no trânsito - não quero repetir;
- aquele olhar com indiferença para os desvalidos, os que vivem nas ruas e favelas (por opção
  própria ou não) - espero ter olhos de misericórdia da próxima vez;
- aquela crítica sincera demais - em especial com os mais próximos - acho que posso contar
  até 10 e deixar passar: - Deus é   infinitamente mais competente do que eu para corrigir alguém;
- aquela falsa sensação de superioridade, pelo exíguo grau cultural, ou pelo estilo de vida
   - espero   me despir disso e vestir "vestes de justiça, com misericórdia";
- aquele abraço que não dei, porque meu coração (ou brios) estavam feridos (muitas vezes
  sob justa causa):  - gostaria de dar o primeiro passo para me aproximar e reatar os laços;
- aquele eterno murmurar e reclamar da chuva, do sol, do calor, do frio - quero considerar
  que "tudo" vem de Deus e devo ter um coração agradecido;
- aquele desperdício, movido pelo "consumismo" - sei que meu recursos podem ajudar "hoje"
  alguém mais desprovido do que eu - meus armários estão abarrotados de itens que não fazem
  a menor falta;
- aquela tristeza e frustração pelo que fiz  e que não funcionou nada bem: - quero virar a
  página e começar a   fazer do   jeito certo;
- aqueles falsos amigos que puxaram o meu tapete (e levaram o troco) - quero dar a outra face,
  como O Mestre dos mestres ordenou;
- aquele tempo para estar com a família e os amigos distantes - acho que posso passar mais
  tempo com eles em 2014;
Sei que essa pequena lista é grande demais para mim; também sei que sozinha não consigo
fazer nada disso - minha natureza gosta do "jeito" de todas as outras pessoas - muitas vezes
vou na onda...
Mas tenho um grande trunfo:
- "Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as minhas necessidades em glória, por 
   Cristo Jesus" (Fil. 4:)
Certamente, preciso estar atenta para o ponto de vista de Deus - que excede todo o meu
pretenso entendimento - o que Ele entende por necessidades, pode não ser exatamente
o que penso necessitar...
Mas quero ser melhor em 2014! Desejo que você também seja uma pessoa melhor em 2014!
Se todos vocês, que me concederam a honra de ler meus textos, conseguirem, (como eu
pretendo), fazer tudo de um jeito melhor em 2014, nem mesmo as variáveis como os
maus governantes, corruptos e corruptores irão tirar o brilho do Ano Novo que já chegou!
Tenha um Feliz Ano de 2014 - inteirinho! - 365 dias para gastar do melhor jeito que puder!
Um Grande Abraço!



sábado, 28 de dezembro de 2013

SERVIÇOS QUE NÃO TIRAM FÉRIAS

Afinal, chegamos na época dos feriados de final de ano - Natal e Virada do Ano - as cidades, em geral, sofrem com a falta de prestação de serviços básicos, porque os profissionais mais indispensáveis à nossa vida também são filhos de Deus, e preferem tirar suas férias nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
Florianópolis, uma cidade que atrai muitos turistas, fica lotada de carros, pessoas, famílias, turistas ricos e pobres - todos em busca das praias tão agradáveis - paisagens belíssimas!
E aí surgem os problemas que não respeitam as férias: - são as doenças oportunistas da estação (principalmente nas crianças), é o acúmulo de lixo em todas as calçadas e ruas, muito mato pelas margens das rodovias (por causa das chuvas), falta de policiais nas ruas, etc.
Então eis a lista dos serviços que considero indispensáveis; penso que os Chefes do Executivo deveriam ter um Plano "B" para esse período, no qual as cidades turísticas têm seu número de habitantes até triplicado:
- profissionais da saúde
- profissionais de limpeza urbana
- professores e atendentes das creches
- policiais
- profissionais dos serviços de defesa do cidadão
- assessores do Poder Executivo do município
- executivos de obras em rodovias, aeroportos e portos. 
A meu ver, a solução está na contratação de profissionais "reserva" para trabalhar nesses meses de férias.
No caso dos servidores públicos, já existe uma fila dos que foram aprovados em Concurso Público e estão à espera de abertura de vagas - poderiam perfeitamente trabalhar nesse período, sob alguma forma de contrato temporário. Para os serviços mais simples, um treinamento rápido resolveria a a questão.
A verba está fácil de ser viabilizada:- é só reduzir o número de Secretarias (com todo o staff), que vai sobrar dinheiro para contratar profissionais, (aqueles que buscam empregos temporários), e que irão aproveitar muito bem essa oportunidade de renda extra. 
A guisa de exemplo, hoje ficamos sabendo que uma autoridade importante no Comando das obras da BR 101-Sul, foi passar as férias no Uruguai... Enquanto a Rodovia, eternamente em obras não concluídas, causa transtornos e até mortes no trecho Sul-Norte, como é possível que essa autoridade possa se ausentar assim? 
Parece urgente que nós, eleitores cidadãos, possamos cobrar a presença desse pessoal aqui, enquanto a cidade está cheia de gente, turistas bem vindos, mas que trazem consigo seus problemas normais.
Até mesmo os detentores de cargos executivos não deveriam tirar férias neste período do ano - precisam estar presentes, nesse período em que a cidade está cheia de gente - ossos do ofício!


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!

É tempo de Natal: - comemorar, correr para comprar o presente de última hora, gastar
até o dinheiro que não estava previsto... - tudo faz parte desta festa grandiosa.  
É um tempo de alegrias, sorrisos, abraços, roupas novas e bonitas, muita comida e bebida.  
Mas também é verdade que, muitas vezes, algumas pessoas se esquecem do dono da festa: 
- o aniversariante -  aquele bebê que se revelou o Filho de Deus, Jesus Cristo.
Ele é tão relevante, que Sua História permanece por mais de 2 mil anos! 
Lembrando disso, desejo um Feliz Natal para você e toda a sua família! 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

TÁ ERRADO! 2

Uma pessoa próxima já me disse que só denunciar não resolve o problema; diz que é preciso apontar soluções - concordo.
Mas não sou autoridade, não sou consultora de nenhum Governante; sou uma cidadã furiosa com tanta coisa errada que estão fazendo com o meu País - por isso faço a denúncia - talvez alguém, ligado a alguém que conhece um Governante faça chegar essa crítica até os ouvidos certos. Lá vai:
- EXAME DO ENEM - uma tentativa de saída honrosa para que os milhares de estudantes, mal preparados nas escolas públicas, tenham uma oportunidade de entrar para a Universidade.  Deu errado, porque as fraudes se multiplicam a cada ano e a Polícia Federal vive correndo atrás dos espertinhos. Não seria mais inteligente   construir escolas suficientes para todos os estudantes brasileiros, e prover professores com nível de excelência???
EXAME VESTIBULAR - nestes últimos dias soubemos da denúncia de mais uma fraude para que filhos de gente rica entrasse para a Faculdade de Medicina, mediante pagamento de altos valores - as respostas  eram ditadas através de um fone de ouvido indetectável. 
Não seria mais inteligente cobrar a matrícula de qualquer um que pudesse pagar?  De modo legal?  
Para os que não podem pagar, poderia haver um sistema de mérito pelo Histórico Escolar: 
- quem sempre foi um bom aluno, desde a primeira série, teria vaga garantida.
- FRAUDES I.RENDA - está acontecendo agora, aqui em Santa Catarina, a descoberta de mais um crime  de sonegação fiscal, executado por gente rica - claro, pobre nem tem o que declarar! 
Desta vez, alguns   endinheirados declaravam doenças através de falsos atestados médicos para receber isenção de parte do  imposto a pagar à Receita Federal. 
Não seria mais inteligente abrir vagas em número suficiente de  Auditores Fiscais para que esse tipo de crime fosse detectado com maior celeridade????
Não seria inteligente fazer Leis que punissem com prisão esse tipo de crime?
- BOLSA PRESIDIÁRIO - existe coisa mais ridícula? o cidadão recebe mais que o trabalhador comum, apenas porque cometeu um crime. A dedução é lógica: - ficar preso rende mais... 
A única justificativa parece ser a garantia de votos da população mais pobre, e a permanência no cargo, dos  atuais Mandatários do Poder Executivo - à custa do trabalho de milhões de cidadãos honestos, que não querem cometer crimes, e preferem trabalhar até ficar velhinhos, mesmo recebendo apenas o salário mínimo. (aqui, nem dá para sugerir uma ação mais inteligente...)
- ESCOLAS SEM PROFESSORES - o número de professores que entra em sala de aula é insuficiente para as poucas escolas que o Brasil possui. Cada Gabinete (do Legislativo, do Judiciário, de todas as Secretarias) requisita professores para trabalhar como assessores (espero que seja apenas para corrigir os textos a ser publicados). Essa medida diminui o número de professores que dão aula, de verdade - por isso, várias turmas ficam sem determinadas aulas por longos períodos. 
Há que lembrar que, como os salários são baixos, os alunos que gostam das ciências exatas nem pensam em ser professor - vão logo para as Universidades de Engenharia e Ciências em geral.
Por isso, faltam professores de matemática, física, química na maioria das escolas - como os alunos de escolas públicas poderão gostar de matemática e outras ciências? 
Não seria inteligente contratar e pagar bem bons professores, para todas as áreas?
POLÍCIA SEM POLICIAIS - o problema é semelhante ao que ocorre com os professores - os policiais são requisitados para trabalhar nos Gabinetes de quase todos os políticos. 
Já são poucos e ainda ficam servindo a uma única pessoa privilegiada...
Então as ruas ficam à feição dos criminosos, porque os poucos policiais que estão nas ruas não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. E todo mundo reclama da criminalidade, da falta de ação da polícia, etc.etc. Não seria inteligente contratar, formar e pagar muito bem um número suficiente de policiais para exercer o papel de polícia???  Não seria inteligente fazer Leis modernas para manter fora de circulação os verdadeiros criminosos, independente da idade???

Preciso fazer uma pausa - há muitas outras coisas erradas - mas é impossível listá-las de uma vez só: - fica improdutivo. Mas talvez você e eu tenhamos material para editar um novo texto: o nº 3!


sábado, 14 de dezembro de 2013

PRISIONEIROS DA LIBERDADE

Já faz muito tempo que o Mundo vive em convulsão social, motivada por guerras civis
e, nos últimos anos, pelas centenas de insurgências de cidadãos de vários Países,
que não aceitam mais a restrição de seus direitos civis e sua "liberdade".
A mídia tem mostrado, em tempo real, as tragédias, as destruições, os acampamentos 
provisórios em Países vizinhos, as fugas, as mortes, os infanticídios.
Às vezes até parece uma ação orquestrada por alguém, que tem muito a lucrar com
todas essas "guerras em defesa da liberdade" - a queda dos ditadores!
É que, tão logo os ânimos vão sendo acalmados em um País, outro conflito surge 
numa outra Nação, como se as insurgências fossem levadas por um vento forte.
Mas pensando "muito bem", o que restou para os povos que destituíram o regime
autoritário, nesse sonho de liberdade?  
As cidades foram destruídas e o caos se instalou.
As crianças, agora órfãs, foram "estocadas" em algum lugar, até que sejam adotadas,
repatriadas ou morram por inanição ou alguma doença oportunista.
Para quem conseguiu permanecer em sua própria cidade, não existe escola, nem
saúde, medicamentos ou segurança básica. 
Será que alguém vive com alguma normalidade?
Como são realizados os casamentos, os funerais, as comemorações de aniversário ou 
formatura, o passeio das crianças ao parquinho, a ida à padaria da esquina?
Seria justo dizer que o povo conquistou, o direito de decidir os destinos de sua Pátria,
ou em todos os esses Países surgiu algum ditador da hora? 
Nesse caso, mesmo que não seja apenas um Ditador, mas uma confraria de pequenos 
ditadores, liderados por um nome de peso: - não será este um outro tipo de ditadura?
Os técnicos e economistas, já devem ter resposta para todos estes questionamentos,
mas a resposta pode levantar questões incômodas sobre as vantagens das guerras para
os fabricantes de armas e equipamentos de segurança, por exemplo:- é comprometedor...
Mesmo que alguma Organização Internacional se proponha a reconstruir tudo o que foi
destruído, quem vai "pagar" esse altíssimo custo?  Se esses resultados forem comparados,
em colunas de perdas e ganhos, quem foi de fato beneficiado?
Do lado de cá do Mundo, chego à conclusão que não houve mudanças significativas
para o cidadão comum. A opressão do Poder ditatorial pode ter até diminuído, mas
o medo aumentou: - os atentados, a mortandade viraram rotina.
As cidades foram destruídas, a belíssima arquitetura foi perdida, a memória da 
Pátria Mãe já não pode ser recuperada.
A multidão de fugitivos, em busca de abrigo em qualquer outro lugar do mundo, mostra
que a "libertação" não chegou até eles, mas os horrores da guerra estão marcados de
forma indelével em suas vidas.
Somos insignificantes para os que governam este Planeta - inquietações como esta não
chegam até eles. Mas podemos questionar, cada um a seu modo, quando as notícias
de "mais um País que derruba seu ditador sanguinário" invadirem nossa telinha.
A reflexão indispensável é: - a quem interessa essa revolução? quem vai pagar a conta?
Os ditadores estão à espreita: - pouco importa o título como são chamados:
- Primeiro Ministro, Presidente ou Califa - eles só se interessam pela liberdade em
benefício próprio e de seus apaniguados. 
Daí, é inevitável pensar se não será tão alto o custo dessa liberdade...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

HEROIS COM PÉS DE BARRO

O mais recente País a ver suas ruas invadidas por manifestantes anti-governistas é a Ucrânia.
A principal praça de Kiev (a capital) foi tomada por cidadãos ucranianos que não concordam com uma decisão estratégica de seu principal Líder. Trata-se de manter o País ucraniano alinhado à Política e Comércio da Rússía e rejeitar a adesão à União Européia.
Por isto as manifestações em Kiev já duram mais de duas semanas e nem o frio inclemente consegue afastar a população dos protestos nas ruas e praças. Este parece ser mais um movimento de insurgentes, semelhante aos que tiveram início nos Países Árabes e se espalharam pelo mundo.
Mas uma imagem foi emblemática e significativa: - vimos em tempo real a derrubada e destruição de uma estátua do grande Líder da União Soviética - Vladimir Lênin. Foi um ato de extrema violência, com golpes de marretas e picaretas, aplaudido por um grande número de pessoas furiosas.
A pergunta é inevitável: - qual é a causa de tanto ódio e desprezo por um Líder outrora venerado?
Afinal, ele foi um dos  principais teóricos e fundadores do Regime Comunista, na antiga União Soviética - sua teoria parecia tão importante, que ele mereceu uma estátua em praça pública.
A Ucrânia foi um dos Países integrantes da extinta União Soviética, e só se tornou independente em 1991, com o colapso da União Soviética. Através desse ato simbólico, o povo ucraniano manifesta sua rejeição ao antigo regime - quer ser independente e dono do seu destino.
Mas há outra mensagem muito clara: - ninguém mais aceita figuras de "heróis solitários", porque já está provado que quase todos têm "pés de barro": - sua causa, sua teoria não se sustém, não permanece.
Visionários como Lênin, com ideologias "transformadoras", surgem a cada geração, em todo o mundo. 
O próprio Lênin, um baixinho revoltado e sonhador, estava escondido na Suíça, até o momento de voltar para o território soviético e dar início à Revolução. Alguns historiadores afirmam que ele próprio duvidava do sucesso de sua Proposta Socialista, embora, aparentemente tivesse as intenções corretas.
Ocorre que naquela época, o domínio e a tirania dos czares eram tão opressores, que a Proposta de Lênin, de "dividir tudo igualmente, entre todos", pareceu excelente para o povo russo, e foi adotada na Revolução de 1917. 
Contudo o entusiasmo e a ilusão também passaram. Logo se descobriu que, sob o novo regime de Governo, "alguns não eram tão iguais assim", e tinham seus privilégios. Os Déspotas se sucederam por décadas no "trono popular" da União Soviética (agora extinta). E a tirania continuou, e o povo também não gostou do novo modelo. 
Lênin morreu e ganhou estátuas por todo o território soviético - esta de Kiev foi derrubada e destruída, como símbolo de rejeição à qualquer forma de autoritarismo, venha ele coberto com bandeira vermelha, amarela ou mesmo branca. 

É inevitável estabelecer uma comparação com os candidatos a "Herói do Brasil", que se apresentarão para as próximas eleições no Brasil: - não serão "heróis com pés de barro" também? 
Há um vácuo de inteligência: - não surgem Propostas Legítimas e exequíveis, pelo menos a curto e médio prazos. (Parece que ninguém pensa num Brasil para daqui a 100 anos).
Qualquer que seja o candidato, não poderá por sua exclusiva inteligência, elaborar um Plano de Governo para o Brasil, se não puder contar com uma equipe profissional de especialistas em cada Área de atuação. Afinal, nosso País é um Continente e as diferenças regionais podem ser irreconciliáveis, caso o Projeto  inadequado tente eleger soluções iguais para todos.
Não há mais espaço para o amadorismo na condução dos destinos do Brasil; nossos profissionais da política estão desatualizados - já  não atendem nossas aspirações.
Não queremos Líderes Heróis - eles duram muito pouco tempo.
O Brasil precisa de Líderes que enxerguem além das cortinas luxuosas: - devem ter profundidade, visão do futuro possível, pés no chão, propostas do tipo "ganha-ganha", cuja fatura não seja cobrada do povo. Afinal, onde estão estes cidadãos e cidadãs patriotas, honestos e pensantes?
Talvez seja o caso de se "importar" bons modelos de Governo (ou até técnicos) de outras Nações?
Nosso País, mesmo com todos os recursos naturais e potencialidades que tem, pode ser um Gigante ou um eterno País em desenvolvimento - a hora da mudança é agora, se quisermos, de fato, deixar um "País com Futuro" para as gerações que nos seguirão.
Para quem não se candidatar a algum cargo eletivo, fica a tarefa de votar bem, ajudar aqueles cidadãos menos informados a votar bem, e exercer influência para o bem maior do nosso País - já será uma bela tarefa.

PS.: Por favor, chega de sessões de homenagens públicas a "personalidades", chega de nome de parente na placa do Hospital, da Escola, da rua: - chega até mesmo de busto nas praças - chega de estátuas com pés de barro!






sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NÃO CHORO POR MANDELA

Desde o anúncio de sua morte, muitas pessoas no mundo todo dizem estar chorando por Nelson Mandela - creio que alguns nem sequer sabiam quem ele era. É que nenhum político profissional pode deixar passar a oportunidade de ser "politicamente correto" neste momento de dor mundial: - é o momento de aderir ao clamor da mídia. Mas sei que também há aqueles que choram de verdade - são os idealistas, os que reconhecem o valor de um homem íntegro. 
Contudo, mesmo sentindo a perda de um homem de grande valor, eu não choro pela morte de Mandela. 
Penso que, tendo passado a maior parte de sua vida em condições de pobreza, opressão, injustiças de todo tipo, até que ele viveu muito - chegar aos 95 anos não é para qualquer um. Ele foi um homem que viveu a sua época, de modo pleno, dando significado a cada momento, a cada situação. 
Não creio que tenha sido um santo, um cidadão acima de qualquer suspeita. 
É certo que cometeu erros ao longo de sua conturbada vida. Poucas pessoas devem conhecer os detalhes de sua história - talvez até existam fatos dos quais o próprio Mandela não se orgulharia. 
Mas os acertos foram muito mais evidentes, marcaram mais, fizeram diferença, tornaram "sua" a história de sua Nação. 
Sim! Ele foi uma pessoa comum, com todas as potencialidades e possibilidades de qualquer ser humano. 
Mas mostrou seu valor acima da mediocridade, por sua capacidade de "enxergar" com os olhos da alma, de ver além do horizonte, de projetar o futuro que acreditava ser possível para seu povo.
Isto feito, estabelecida a meta, ele seguiu com tenacidade, com honra, com disposição para não se corromper, nem corromper seu ideal, mesmo sob prisões e torturas.
É por isto que podemos chamá-lo de "estadista". 
Tinha discurso bonito, sim. Tinha carisma, tinha capacidade de dialogar e passar por cima de detalhes que não significavam muito, para dar relevo ao que era prioridade. 
Gosto de pensar que Mandela usava uma peneira grossa, daquelas que deixam passar as poeirinhas, os insetinhos, as conversinhas bobas, as pequenas ofensas que podiam ser perdoadas. 
Sua "peneira" só separava o que era relevante para alcançar seu objetivo de vida. 
Certamente ele enfrentou gente poderosa e contrária ao seu propósito de pacificação e progresso para seu País. Recebeu homenagens e flores, mas também sofreu com as oposições e o ódio dos medíocres. 
Mas foi um Homem que se deixou usar por Deus; senão, como explicar sua vontade invencível, seu vigor, sua saúde de ferro, sua mente focada, seu desprendimento?  Ele mudou a história - venceu a injustiça com a verdade, venceu os poderosos com a força de seu próprio povo.
Mas eu choro, sim. Choro por meu País: - é que no Brasil não há nenhum "estadista". 
Temos vários "políticos profissionais" que fazem belos discursos, promessas vãs e buscam o Poder a qualquer preço. Mas nenhum deles pode ser comparado ao "estadista Mandela". 
As condições de luta são muito desiguais:- Mandela não conhecia o significado da palavra "conforto" - não tinha uma vida boa. Foi herói e lutou bravamente, sem nenhuma "estrutura governamental" para dar-lhe suporte: - ao contrário dos políticos daqui, ele não tinha direito a secretárias, passagens de avião, diárias, hospedagem em hotéis de luxo, reuniões em gabinetes com tapete vermelho.
Talvez por isso mesmo, desvencilhado do aparato do Poder, ele conseguiu manter o foco - resistir às propostas indecentes que os poderosos sempre fazem...
Por isso choro - lamento que não tenhamos um cidadão brasileiro chamado Mandela (ou pelo menos que tenha a metade de suas qualidades), para fazer nosso País se voltar aos anseios e ideais dos brasileiros. Teremos eleições importantes no próximo ano - mas nenhum candidato se parece com o Mandela ... 
Por isso choro.